29 maio 2010

Falta terra de floresta, não de agricultura

Em café da manhã organizado hoje na Câmara Federal, a Frente Parlamentar Ambientalista concedeu espaço para a apresentação de estudos de dois importantes pesquisadores das florestas brasileiras.
O primeiro a se apresentar foi o professor do departamento de solos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP, Gerd Sparovek. A pesquisa, desenvolvida em parceria com a Universidade de Chalmers, na Suécia, mostra que não é preciso enfraquecer a atual lei ambiental para garantir o desenvolvimento da agricultura no Brasil, argumento amplamente defendido pelos ruralistas.
Para Sparovek, mesmo com a aplicação de todas as regras instituídas pelo atual código florestal ainda sobrariam 104 milhões de hectares de florestas nativas que poderiam ser desmatadas. Só para se ter uma idéia da grandiosidade do número, a área equivale a quatro vezes o estado de São Paulo. “Se esse for a desculpa para modificar a lei, ele não é válido. Hoje o Brasil tem a possibilidade de duplicar sua área de agricultura e pecuária”, disse Sparovek.
Entre outras conclusões, o estudo mostra que apesar da lei atual instituir 254 milhões de hectares de floresta como reserva legal, existe hoje um déficit de 43 milhões de hectares. Já nas unidades de conservação o déficit é de cinco milhões de hectares, o equivalente a 3% do que deveria ser preservado. 

O relator não foi
Há menos de uma semana para a entrega do relatório que pretende definir o novo código florestal, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator da comissão especial que discute o tema, se sentiu à vontade em não comparecer à apresentação dos dois estudos, considerados indispensáveis no debate da modificação da lei ambiental brasileira.

Matéria completa: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Frente-Parlamentar-Ambientalista-reune-estudiosos-das-florestas-brasileiras/

O problema nuclear do Irã

Grana radioativa

Quer saber quanto os bancos investem em energia nuclear? Uma rede de organizações, inclusive o Greenpeace, lança hoje o site www.nuclearbanks.org, que detalha o envolvimento de 45 bancos comerciais no financiamento de projetos e companhias ligadas com o setor.
A energia nuclear coloca em risco a segurança das pessoas e da natureza e é desnecessária, uma vez que fontes renováveis, como eólica e solar, podem suprir a necessidade da sociedade. O investimento nesse campo é incompatível com qualquer operação dita sustentável, como uma série de bancos gosta de colocar em seus anúncios.

Encabeçam a lista dos bancos com mais projetos nucleares BNP Paribas (França), Barclays (Inglaterra), Citi (USA), Societé Generale (França), Crédit Agricole/Calyon (França), Royal Bank of Scotland (Inglaterra), Deutsche Bank (Alemanha), HSBC (Inglaterra/HongKong), JP Morgan (USA) e o Banco da China. Juntos, eles somaram 92 bilhões de euros de aporte à indústria nuclear entre 2000 e 2009.

Leia mais: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Grana-radioativa/

Climas do Brasil

28 maio 2010

Áreas protegidas na Amazônia evitam emissão de 8 bi de toneladas de carbono

Gases de efeito estufa lançados pelo mundo inteiro durante um ano somam uma quantia de poluentes que poderia ser compensada com a proteção de apenas uma parcela do território amazônico. Tal parcela abrange todas as áreas protegidas da Amazônia, que poderiam evitar a emissão de até 8 bilhões de toneladas de carbono para os céus antes de 2050.
A conclusão é de um novo estudo conduzido por Britado Silveira, diretor do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFGM), e outros 12 especialistas. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (26) pela revista científica americana PNAS.
O estudo avaliou as 595 Unidades de Conservação estaduais e federais da Amazônia. Terras indígenas e áreas militares, como a da reserva da Serra do Cachimbo, também foram inclusas nessa conta. São territórios, segundo o estudo, que abrigam 54% do que resta de floresta na Amazônia e que contêm 56% do carbono disponível na floresta. A área equivale a cerca de 3,4 milhões de quilômetros quadrados.

A quantidade de terras protegidas na Amazônia cresceu cerca de 700 mil quilômetros quadrados entre 2002 e 2009, de acordo com a pesquisa. Para garantir a fiscalização dessas áreas, Britaldo Soares estima que seria necessário investir de US$ 3 bilhões (R$ 5,5 bilhões) a US$ 9 bilhões (cerca de R$ 16,6 bilhões).

Leia mais em: http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1595712-16052,00-AREAS+PROTEGIDAS+NA+AMAZONIA+EVITAM+EMISSAO+DE+BI+DE+TONELADAS+DE+CARBONO.html

Desmatamento em terras da União é duas vezes maior do que o previsto em lei

O primeiro levantamento ambiental do Programa Terra Legal realizado em terras públicas federais da Amazônia, divulgado nesta quinta-feira (27), aponta que o desmatamento registrado nessas áreas desde 1988 é duas vezes maior do que poderia ser de acordo com o que está previsto em lei.
De 35,1 milhões de hectares de terras da União, 14 milhões foram desmatados entre 1988 e 2009, período correspondente ao monitoramento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A área desmatada corresponde a 40% do total dos terrenos, porcentagem que representa o dobro do que determina o limite legal para a região. O levantamento indica que a área de terras federais que deverão ser regularizadas no programa, vinculado ao Ministério de Desenvolvimento Agrário, já tem desmatada uma área pouco maior que três vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro.

Entenda como começou o caos de terras na Amazônia: http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1595720-16052,00-DESMATAMENTO+EM+TERRAS+DA+UNIAO+E+DUAS+VEZES+MAIOR+DO+QUE+O+PREVISTO+EM+LEI.html

26 maio 2010

Jovens entre 14 e 17 anos consomem 6% de todo o álcool no paísJovens entre 14 e 17 anos consomem 6% de todo o álcool no país

Jovens entre 14 e 17 anos são responsáveis por 6% de todo o consumo anual de álcool do país. Esse é um dos dados de pesquisa apresentada nesta quarta-feira (26) no seminário "Álcool, Tabaco e a Publicidade", promovido pela Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead).
Foram entrevistados cerca de 3 mil pessoas em todo o território nacional. Os resultados indicam, ainda, que os jovens de 18 a 29 anos são responsáveis por 40% do consumo do total de bebedores. E que 78% dos consumidores de bebida alcoólica são homens.

Leia mais em: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/05/26/jovens-entre-14-e-17-anos-consomem-6-de-todo-o-alcool-no-pais.jhtm

Hipocrisia de países influentes ameaça justiça internacional, diz Anistia

Os limitados avanços alcançados na defesa dos direitos humanos nos últimos anos desaparecerão caso permaneça a política de "dois pesos e duas medidas" dos países mais influentes quanto à justiça internacional. É o que defende a brasileira Márcia Poole, diretora-geral da Anistia Internacional.
Neste sentido, a ONG, que amanhã lança seu relatório referente ao ano de 2009, pede que os países integrantes do G20 "deem o exemplo". Hoje, 12 deles não são signatários do Estatuto de Roma (1998), que rege o TPI --entre eles os EUA, a China, a Rússia, a Turquia e a Índia--; e mais da metade adotam medidas de restrição à liberdade de expressão.
"Se por um lado foi sem precedentes que, pela primeira vez, um chefe de Estado em exercício, o presidente sudanês, Omar al Bashir, tenha sido indiciado pelo Tribunal Penal Internacional [TPI], por outro lado, a União Africana não quer cooperar e fazer valer o mandado de prisão. Se a gente não abordar a questão da hipocrisia dos países mais influentes, os ganhos que ocorreram no ano passado correm o risco de voltar pra trás", afirma.

Leia a matéria completa: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/740998-hipocrisia-de-paises-influentes-ameaca-justica-internacional-diz-anistia.shtml

Lula tem voz no exterior, mas deixa dúvidas sobre direitos humanos, diz ONG

No último ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil se consolidou como ator proeminente nas discussões mundiais, em um cenário dominado por antigas potências. Mas essa influência também se deu “à custa do apoio a uma plataforma mais abrangente de direitos humanos, afirma o relatório 2009 da Anistia Internacional, divulgado nesta quarta-feira (26).
“Em algumas áreas, o Brasil lidera. Em outras, fica alheio. Foi assim no caso de condenação a políticas persecutórias no Sri Lanka, na Coreia do Norte e no Sudão. Entendo que o governo veja a necessidade de manter um diálogo a portas fechadas com esses países difíceis. Mas o Brasil não pode negar um espaço público em que os países sejam julgados pelos mesmos patamares.”

Programa de Direitos Humanos
A Anistia defendeu o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, que foi criticado por prever a descriminalização do aborto, a expulsão não violenta de invasores de terra, o controle social da mídia e – mais importante – a instauração de uma comissão que apure crimes cometidos durante o regime militar (1964-1985). “É uma iniciativa importante e se Lula não mantiver o compromisso com ela, o compromisso com os direitos humanos por parte do governo certamente fica no ar”, afirmou Cahill.
A Anistia faz críticas à condução do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que estaria afetando populações indígenas e ribeirinhas indiscriminadamente. “Houve denúncias de que alguns dos projetos ameaçavam os direitos humanos de comunidades locais e de povos indígenas”, disse a entidade ao tratar do programa que até março foi coordenado pela presidenciável Dilma Rousseff (PT).

Leia a matéria completa: http://noticias.uol.com.br/politica/2010/05/26/lula-tem-voz-no-exterior-mas-deixa-duvidas-sobre-direitos-humanos-diz-ong.jhtm

Brasil tortura, prende em más condições e minimiza crimes da ditadura, afirma ONG

Policiais que usam “força excessiva”, “execuções extrajudiciais” e “torturas com impunidade”. Prisões com “condições cruéis, desumanas e degradantes”. Indígenas e líderes comunitários “ameaçados e atacados por defenderem seus direitos”. Em vez de reparação pelos crimes da ditadura, “impunidade por violações do passado”. Para a Anistia Internacional, essas foram as principais violações e ameaças aos direitos humanos no país em 2009, conforme seu relatório divulgado nesta quarta-feira (26).
A entidade, com sede em Londres, escreveu também que os direitos humanos sofrem “séria ameaça” no Brasil caso a iniciativa do governo federal sobre o assunto continue a ser “duramente criticada pelos militares brasileiros, com o ministro da Defesa tentando enfraquecê-la ainda mais”. O controverso 3º Programa Nacional de Direitos Humanos prevê, entre outros itens, a criação de uma comissão para investigar crimes cometidos durante a ditadura, descriminalização do aborto e controle social da mídia.
“Mesmo essa limitada proposta foi duramente criticada”, escreveu a ONG, que considerou a proposta branda por “não incluir a instauração contra violadores do passado”. “Diferentemente de muitos países da região, o Brasil não levou à Justiça nenhum dos acusados de grotescas violações dos direitos humanos cometidas durante os períodos anteriores de regime militar”, afirmou a entidade.

Leia a matéria completa: http://noticias.uol.com.br/politica/2010/05/26/brasil-tortura-prende-em-mas-condicoes-e-minimiza-crimes-da-ditadura-diz-anistia.jhtm

23 maio 2010

Do alto se vê mais perto

Nos últimos dez anos, o fotógrafo belga Guido Sterkendries viu o mundo de cima. Num projeto que já matutava há tempos, ele passou o período no alto de árvores em floretas do Brasil e do Panamá. E dos galhos, fotografou uma biodiversidade rara e pouco conhecida. No site do BBC Brasil está uma amostra das belas imagens capturadas por Sterkendries. O próximo passo do fotógrafo é cruzar o Rio Amazonas para registrar os efeitos das áreas desmatadas pela região.

Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/do-alto-se-v-mais-perto/blog/11821

Partidos e projeto "Ficha Limpa" não merecem crédito, dizem especialistas

Rollo concorda com essa análise. “Não vejo como isto valer para estas eleições e o futuro está longe demais para sabermos como será na próxima eleição. Se o povo se interessasse mesmo pelo tema, talvez houvesse uma perspectiva melhor. Mas as pessoas não querem saber disso de "Ficha Limpa" ou "ficha suja". Os partidos vão acabar lidando com isso da forma que quiserem, exceto pelo fato de que você não pode mais renunciar para não perder o mandato”, diz.
O cientista político Dias afirma que “a história toda do "Ficha Limpa" não é muito séria”. “Na Alemanha, o presidente da Câmara tem o direito de tirar um mandato se a suspeita sobre um colega dele é muito grave. Nos Estados Unidos, só a suspeita grave faz o próprio partido punir o faltoso, porque esse indivíduo sabe que nem será indicado novamente como candidato. No Brasil estamos nos primórdios”, afirma.

Leia mais em: http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/05/23/partidos-e-projeto-ficha-limpa-nao-merecem-credito-dizem-especialistas.jhtm

22 maio 2010

Novo código florestal - Parte 2

Reparem como o nobre deputado atribui a defesa do meio ambiente brasileiro a Ong's internacionais. Ele afirma que você pouco se importa com o meio ambiente de seu país, e desclassifica Ong's reconhecidas como o Greenpeace e WWF.
Por último, e como diz o ex-ministro Minc, repare no pensamento antigo do deputado, com convicções de um verdadeiro ruralista que acredita até hoje que a árvore é do mal, feia, boba e chata.

Novo código florestal

Marina Silva: "O Brasil precisa antecipar o futuro"


QUEM É
Nascida em um seringal no Acre, Marina Silva alfabetizou-se aos 16 anos pelo antigo Mobral. Tem 52 anos

CARREIRA POLÍTICA
Foi vereadora em Rio Branco, deputada estadual no Acre e está no segundo mandato como senadora. Foi ministra do Meio Ambiente entre janeiro de 2003 e maio de 2008

PRÊMIOS
Em 2007, recebeu o prêmio Champions of the Earth, da ONU, por sua luta pela preservação da Floresta Amazônica

ÉPOCA – Por que a senhora deve ser a próxima presidente do Brasil?
Marina Silva – Uma das coisas mais importantes na vida de um país é a capacidade de preservar as conquistas e, ao mesmo tempo, ter uma visão do futuro. Conseguimos algumas conquistas: estabilidade econômica e avanço na política social, mas as pessoas estão tratando isso como se fosse o fim da história, estão perdendo a capacidade de antecipar o futuro. E o momento privilegiado para fazer a integração entre o passado e o futuro é a eleição. Sei que o Brasil está preparado para ter uma mulher na Presidência. Uma mulher capaz de integrar o olhar feminino ao olhar masculino, a intuição e a racionalidade, e de colocar novos valores na política.

ÉPOCA – A senhora teve rusgas com o ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi. Como a senhora vê o agronegócio?
Marina - A agricultura é importante para o nosso país, é responsável por mais de 30% da nossa balança comercial. Ainda temos ruralistas que não se conectaram a duas coisas: o respeito ao meio ambiente e aos direitos sociais conquistados na Constituição de 1988. Mas não se pode demonizar todo o agronegócio. Temos é que combater aquela cultura que, em lugar de passar no teste, fica tentando mudar o teste. Precisamos deixar de ser vistos como aqueles que produzem em prejuízo do meio ambiente e das questões sociais. Isso vai ser uma vantagem na disputa com aqueles que tentam nos prejudicar no mercado externo com barreiras não tarifárias.

Veja a entrevista completa: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI142215-15223,00-MARINA+SILVA+O+BRASIL+PRECISA+ANTECIPAR+O+FUTURO.html