12 outubro 2011

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Memória e Esquecimento

Memória primitiva?


"Todos" os seres vivos são capazes de aprender, desde que se utilizem recursos de ensino adequados.. Para ilustrar isso, vamos apresentar uma experiência feita com a planária, verme primitivo e achatado que vive em rochas escuras de águas estagnadas e poluídas. É tão primitivo que tem a propriedade surpreendente de, partido ao meio, regenerar cada metade num novo verme. Um pesquisador ensinou a planária a reagir à luz, através de condicionamento.
1- O pesquisador acendia uma luz por cima da cabeça da planária e ao mesmo tempo transmitia-lhe um choque elétrico por meio da água.
2- Depois de 250 tentativas de condicionamento, o vermezinho aprendeu que a luz significava choque, e assim, quando se acendia a luz, passou a se contrair.
3- Depois de ensinado, foi partido em dois. Quando as duas partes se regeneraram, transformando-se em dois vermes adultos, foram submetidos à mesma experiência. Qual teria sido o resultado?
4- Os dois novos vermes ainda guardavam, de memória, o aprendido. A memória exige elementos materiais de natureza química e fisiológica para fixar seus conhecimentos. Esses elementos são identificados com substâncias do núcleo das células.


Trecho de Psicologia Moderna, de Antônio Xavier Teles.

06 outubro 2011

Ministério Público e movimentos sociais pedem revogação da lei de zoneamento socioeconômico do MT



O Ministério Público estadual de Cuiabá moveu, na semana passada, ação civil pública com pedido de liminar para suspender os efeitos da lei de zoneamento socioeconômico e ecológico do Estado do Mato Grosso e, no mérito, pediu a revogação da lei. A informação foi confirmada na sexta-feira (30/9) pelo próprio autor da ação, promotor Domingos Sávio, de Cuiabá, durante reunião em que representantes de organizações socioambientalistas, povos indígenas, agricultura familiar e movimentos sociais também pediram a anulação da lei no Conselho Nacional de Zoneamento, no Ministério de Meio Ambiente.
A proposta de zoneamento teve início no Executivo estadual, na década de 1990. O estado ouviu técnicos, realizou estudos, contratou consultorias especializadas e gastou cerca de US$ 35 milhões. Encaminhou seu projeto para a Assembleia Legislativa, que convocou audiências públicas em todo o estado. O texto foi modificado pelo deputado Alexandre César (PT-MT), relator, que incorporou o resultado das audiências. Seu texto se transformou em substitutivo ao projeto do Executivo.
Na votação pela assembleia, o substitutivo do deputado petista foi rejeitado, tendo sido aprovado um novo texto, até então desconhecido de todos, elaborado pelos interesses exclusivos do agronegócio e que ignorou quase 20 anos de estudos técnicos e grande parte das propostas recolhidas nas audiências públicas.
Entre os problemas identificados no texto aprovado estão a eliminação de terras indígenas, redução de áreas voltadas à conservação e à proteção de recursos hídricos, falta de reconhecimento das áreas de agricultura familiar e expansão inadequada de zonas destinadas à agricultura e à pecuária de alto impacto.



"Enorme potencial de prejuízos"
Depois de aprovada, a proposta foi encaminhada ao governador Silval Barbosa, que a levou à sua assessoria, formada por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Secretaria de Planejamento e Gestão: “Eles analisaram e deram um longo parecer contrário à aprovação. O governador também pediu parecer à sua assessoria jurídica especializada em meio ambiente, que deu outro parecer contrário e recomendou o veto total à lei aprovada. Mesmo assim, foi sancionada, contrariando todos esses pareceres”, disse o promotor.
A ação do MP sustenta que “o zoneamento revela-se um instrumento com enorme potencial de ser propulsor de graves prejuízos ambientais e econômicos ao estado de Mato Grosso, merecendo assim a pronta intervenção do Poder Judiciário para anulá-la, em nome da higidez do ambiente, da sustentabilidade econômica, da qualidade de vida e do bem-estar da sociedade mato-grossense”. Segundo o promotor Sávio, a ação está fundamentada na falta de estudos técnicos e inobservância das regras procedimentais para a sua formulação.


A preservação "amarelou"
Sérgio Guimarães, do Grupo de Trabalho e Mobilização Social, uma rede que reúne cerca 130 organizações da sociedade civil do MT, confirmou a discordância com o texto aprovado pela Assembleia Legislativa. “A insconsistência do zoneamento aprovado é tão grave que além dessa ação do MP estadual, o Ministério Público Federal vai entrar com Ação de Inconstitucionalidade e as organizações da sociedade civil também estão preparando outra ação civil pública colocando novas irregularidades além das que estão na ação já ajuizada.”
Guimarães, que também representa o Instituto Centro de Vida (ICV) e o Fórum de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Formad), fez uma exposição, com projeção de imagens, em que mostrou as diferenças entre a proposta aprovada sem qualquer discussão com a sociedade e as propostas anteriores – do Executivo e do deputado Alexandre César.
Para exemplificar, Guimarães mostrou dois mapas sobre o mesmo tema, ou seja, as áreas de conservação que aguardavam reconhecimento na lei para se transformarem em áreas de preservação. No primeiro mapa, essas áreas de preservação apareciam em cor vermelha, enquanto as áreas admitidas para exploração agropecuária de alto impacto apareciam em tom amarelo. No segundo mapa, resultado do texto aprovado pela Assembleia, as áreas vermelhas foram reduzidas em 82%. “A preservação sumiu, o mapa amarelou”, disse Guimarães.
Além disso, ele revelou que havia 70 áreas indígenas a serem demarcadas e a lei da Assembléia Legislativa só considerou 56. “Eliminaram 14 áreas. E é por isso que o MPF vai entrar com Adin, porque o tema indígena é matéria de legislação federal.”


Relatos contundentes
De acordo com Bruno Abe Saber, representante do MMA na Comissão Nacional de Zoneamento, o Governo do Estado do Mato Grosso apresentou à comissão de zoneamento, no dia 30 de agosto, o projeto já aprovado em 20 de abril, para apreciação pelo Governo Federal. “Naquela reunião já se definiu que a sociedade civil também viria relatar o processo de participação e de incorporação dessa participação no projeto aprovado, o que está acontecendo hoje.”
Os relatos foram contundentes em relação à expectativa de quem participou das audiências públicas e o que se viu aprovado. Para Rodrigo Junqueira, do ISA, as audiências públicas realizadas no estado eram motivo de entusiasmo. “O Mato Grosso iniciou esse processo como um exemplo muito positivo, com ampla participação, mas virou um exemplo ao contrário. O resultado mostra que um segmento de poucas pessoas é capaz de promover uma aberração, sob todos os pontos de vista, como é o caso dessa lei.”
Cláudia de Pinho, da Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneiras (RCTP), disse à comissão que os povos e comunidades tradicionais foram ignoradas na elaboração do projeto de lei. “Se os grupos que são constitucionalmente reconhecidos, como é o caso dos indígenas e dos quilombolas, não recebem reconhecimento adequado, imaginem as outras comunidades tradicionais que existem em grande número no estado. Por isso, queremos que a lei do zoneamento seja anulada para que nós tentemos incluir toda a rica sociodiversidade na elaboração do projeto.”


Clima tenso nas audiências
Denise Amorim, da Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental e do Grupo de Trabalho e Mobilização Social, que se formou por ocasião do debate do desmatamento, lembrou as pressões que os participantes sofriam em algumas das audiências, por parte de pessoas ligadas ao agronegócio. “Militantes sociais de base sentiram medo diante do clima de ameaça e hostilidade.
O representante do MST na reunião, Antonio Carneiro confirmou: “O clima das audiências foi muito tenso. Em Pontes Lacerda tinha funcionários levados para vaiar indígenas e gente das comunidades tradicionais, qualquer um que não fosse do agronegócio. E tinha os pistoleiros.”
Alonso Batista, do Fórum de Lutas das Entidades de Classe de Cáceres, admitiu: “Na audiência de Pontes Lacerda eu tive medo de falar. Tinha muita gente ali dentro preparada para intimidar nossa participação. E quando a gente estava almoçando passava uma pessoa de moto com duas espingardas nas costas. Isso é normal?”
Segundo Batista, a audiência pública em Cáceres foi ignorada. “Realizaram outra, na sede do Sindicato Rural patronal, para tirar um documento e entregar aos deputados. Depois daquilo, pedimos audiência com o governador e até hoje não tivemos resposta.”
Juliana de Almeida, da Operação Amazônia Nativa (Opan), ao frisar a importância de um zoneamento ideal, deu um exemplo de como o interesse do agronegócio interfere nas decisões das autoridades. “Cerca de 80% das terras da TI Marawatséde estão ocupadas por invasores ilegais. O governo do Estado, em vez de determinar a saída dos ilegais, veio com uma proposta de retirar os indígenas e levá-los para uma unidade de conservação.”


A posição do governo
Depois de ouvir os relatos dos representantes, Bruno Abe Saber admitiu problemas na lei aprovada. “Independentemente das ações que vão ser desenvolvidas nos próximos meses, de ordem jurídica, de contestação técnica por parte da comissão a gente já tem de começar a pensar, em minha opinião em um ‘plano b’, porque as chances dessa lei não ser reconhecida tanto pelo governo federal quanto pelas instâncias estaduais são muito grandes.”
Roberto Vizentin, secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, disse que a comissão não manifestará opinião política e sim a partir de uma profunda análise técnica: “Vamos avaliar se os preceitos e os procedimentos foram observados, porque, do contrário, poderemos estar diante de muitas coisas, mas não de um zoneamento ecológico e econômico. E não é só em relação à participação, que é preceito fundamental. Não há verdadeiramente zoneamento sem a participação dos sujeitos que representam os interesses legítimos da sociedade. O zoneamento não pode se transformar num instrumento de legitimação dessa ou daquela força que seja hegemônica num determinado momento.”
O secretário admitiu que não sabia o que antecipar sobre o caso. “Tenho a expectativa de que a gente não tomaria decisão nem faria encaminhamento precipitado sem antes esgotar em todas as instâncias a possibilidade de entendimento e diálogo. E o governador disse: ‘Se tiverem proposta, botem na mesa.’ Disse a nós, disse à ministra [Izabella Teixeira, do MMA]. Mato Grosso tem espaço para todo mundo”, afoirmou Vizentin.


Conselho chapa-branca
O representante do Ministério da Agricultura, Roberto Lorena, lembrou a autonomia dos Estados para decidir sobre questões de seus interesses. “Este é um conselho de governo, chapa-branca, e nos cabe cumprir a lei. Estamos numa República, o Estado do Mato Grosso faz parte da federação e tem direito de decidir sobre seu desenvolvimento. Quem tem de decidir se eles têm de aumentar a área agrícola é a Assembleia Legislativa”, afirmou.
Mas admitiu que é preciso superar o conflito: “O imbróglio está armado. Esta instância não vai revogar uma lei estadual. No entanto, podemos não aprovar e aí estará mais um imbróglio armado, porque a lei não vai deixar de vigorar. Ela vai continuar vigorando para o licenciamento estadual. A gente não vai poder integrar o macrozoneamento do Brasil, mas a lei vai continuar valendo. A confusão jurídica já se arma totalmente. Minha sugestão é que peguemos uma lista dos pontos divergentes, vamos chamar as partes, vamos discutir ponto a ponto.”
Carlos Sampaio, do Ministério da Justiça, foi mais direto: “Como está a atual lei, acredito que esta comissão não tem como aprovar e encaminhar ao Conama porque ela tem diversos problemas. Por exemplo, a adoção precipitada de algumas regras que estão sendo discutidas no Congresso Nacional com relação ao Código Florestal, constituiria uma ilegalidade, porque afrontaria a atual legislação federal. Segundo, a questão das terras indígenas, que por motivo que ainda não está claro não foram caracterizadas como uma categoria à parte e eu acho que isso seria necessário. Essas duas preocupações, se não forem modificadas, na opinião do Ministério da Justiça, a gente não tem como aprovar o zoneamento ecológico e econômico.”
O representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Marco Pavarino, se mostrou sensibilizado pelos relatos dos representantes de organizações populares. “O grau de contestação que eu ouvi me dá uma noção muito clara de que não houve participação efetiva da população no resultado final. Em alguns momentos, fiquei estarrecido com o relato de vocês.” Mas concordou com outros membros da comissão de que a manifestação terá de se prender a aspectos técnicos.


Promotor aguarda decisão
O promotor Domingos Sávio disse que está aguardando decisão judicial sobre seu pedido de liminar. Só depois o juiz analisará o pedido de anulação da lei. “O juiz deverá ouvir o estado, que tem prazo de cinco dias para se manifestar e, em seguida, apreciará o pedido da liminar.”
Posteriormente, se o juiz decidir pela anulação, o estado terá de promover novos estudos ou quem sabe fazer uso dos estudos existentes realizados pelo poder executivo, para formular uma nova lei de zoneamento.
Domingos Sávio confirma que a lei aprovada reduz, por exemplo, áreas protegidas, áreas de riqueza hídrica que passaram a ser consideradas áreas propícias à agropecuária intensiva. “Áreas florestadas, áreas de vegetação nativa em pé, foram colocadas como áreas de agricultura intensiva já existentes. Terras indígenas foram desconsideradas. Áreas que foram sugeridas para criação de unidades de conservação também foram reduzidas a menos de 20% do que havia sido proposto pelo governo.”
Ele justificou a ação explicando que o zoneamento é um instrumento que baliza a ocupação territorial e a implementação de políticas públicas de desenvolvimento. “Todas as decisões sejam de particulares ou do poder público, têm necessariamente de se basear no zoneamento. Temos de buscar a imediata suspensão dos efeitos da lei sob pena de todas essas políticas públicas e os investimentos públicos e privados serem motivadores de danos ambientais, ecológicos e econômicos em nosso estado.”
E concluiu: “Parece até que quiseram deixar como unidades de conservação apenas aqueles espaços onde só dá lagarto e pedregulho”.

ISA, Julio Cezar Garcia.



Fonte: Socio Ambiental

Como anda o Código Florestal




O projeto que altera o Código Florestal foi aprovado quase sem alterações na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Tivemos alguns avanços, porém ainda insuficientes para termos uma lei que garanta minimamente a proteção às florestas.
O primeiro foi a garantia de normas gerais federal que estabeleça parâmetros nacionais para o Programas de Regularização Ambiental – PRAs. Na forma como foi aprovado na Câmara, os Estados tinham total liberdade para a definição das regras desses programas, que poderiam conter exceções ainda maiores ao cumprimento do Código.
O segundo, e mais importante, foi o nível de discussão mais profundo e com críticas mais concretas que as observadas na Câmara. Até então, havia uma defesa cega das alterações propostas pelo relator na Câmara e os argumentos contrários eram ignorados. Nessa primeira discussão no Senado, vimos uma situação diferente, onde as críticas ao texto ecoaram com mais força. Apesar disso, os senadores omitiram-se de votar as emendas apresentadas frente a um compromisso do relator, Senador Luiz Henrique (PMDB-SC), de contempla-las nas próximas comissões.
Vamos cobrar esse compromisso já na Comissão de Ciência e Tecnologia (ainda sem data para votação), onde o relator também é o Senador Luiz Henrique. Depois, o projeto vai para a Comissão de Agricultura e para a Comissão de Meio Ambiente. Apenas nesta última teremos outro relator, o Senador Jorge Viana (PT-AC).
A nossa mobilização está apenas começando e precisamos ampliar nossas ações. Fizemos a vigília na internet nos dias 20 a 22 de setembro, durante a votação na CCJ. Foram 3 dias de transmissão ao vivo para esclarecimento e discussão do projeto. Vamos repeti-la nos dias de votação nas outras três comissões do Senado no site www.florestafazadiferenca.org.br. Estamos divulgando informações sobre o projeto, sua tramitação no Senado e as atividades de mobilização do Comitê no site  www.comiteflorestasp.wordpress.com.

Brasil 'protege árvores mas não pessoas' na Amazônia, diz jornal


Zé Cláudio e Maria.



Uma reportagem do jornal britânico "The Guardian" afirma que o Brasil "protege as suas árvores, mas não as pessoas" na Amazônia.
Para o jornal, "progresso em reduzir desmatamento é ofuscado por assassinatos brutais".
A reportagem de página inteira assinada de Marabá, no Pará, aborda a prática recorrente de assassinatos de ambientalistas na região Norte do país, o mais recente, do ativista José Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa, Maria do Espírito Santo.
Ambos "foram os mais recentes de uma série de ambientalistas assassinados pela causa na Amazônia brasileira", afirma a reportagem.
Após 15 anos de campanha contra madeireiros ilegais, produtores de carvão vegetal e pecuaristas, ambos foram mortos perto de casa em maio.
"Nos últimos anos, o governo brasileiro fez progresso significativo na contenção da destruição da maior floresta tropical do mundo, reduzindo a área de floresta perdida de 27 mil quilômetros quadrados em 2004 para apenas 6 mil quilômetros quadrados no ano passado", nota a reportagem.
"Mas uma onda de assassinatos brutais sublinhou uma verdade desconfortável: as autoridades podem parar a derrubada das árvores até certo ponto, mas não o abate dos ambientalistas."
A reportagem lembra que a morte de Zé Cláudio, como era conhecida a vítima mais recente, foi o caso mais proeminente de execução de ativistas na Amazônia desde o assassinato da missionária americana Dorothy Stang no Pará em 2005.
Ele tinha "anunciado" a sua própria morte seis meses antes de ser executado.
"Poucos acreditam que estas mortes serão as últimas. Muitas partes da Amazônia brasileira continuam proibidas para ambientalistas, enquanto autoridades ambientais só viajam para certas regiões sob escolta da polícia fortemente armada com rifles e apoio de helicóptero."
Entrevistados pelo jornal acreditam que o governo poderia ter feito mais para proteger Zé Cláudio e sua esposa. Assustada, a família nunca mais voltou para casa, em um assentamento florestal.


Fonte: Folha.com

'Temos que abandonar o mito do crescimento econômico infinito'


A queda do mito do planeta infinito.



Há vinte anos, a queda do Comunismo no Leste Europeu parecia provar o triunfo do capitalismo. Mas teria sido uma ilusão?
Os constantes choques no sistema financeiro internacional nos últimos anos levaram a BBC a perguntar a uma série de especialistas se eles acham que o capitalismo fracassou.
Neste texto, Tim Jackson, professor da Universidade de Surrey e autor do livro Prosperity without Growth --Economics for a Finite Planet (Prosperidade sem Crescimento: Economia para um Planeta Finito), defende o abandono do mito do crescimento infinito:
Toda sociedade se aferra a um mito e vive por ele. O nosso mito é o do crescimento econômico.
Nas últimas cinco décadas, a busca pelio crescimento tem sido o mais importante dos objetivos políticos no mundo.
A economia global tem hoje cinco vezes o tamanho de meio século atrás. Se continuar crescendo ao mesmo ritmo, terá 80 vezes esse tamanho no ano 2100.
Esse extraordinário salto da atividade econômica global não tem precedentes na história. E é algo que não pode mais estar em desacordo com a base de recursos finitos e o frágil equilíbrio ecológico do qual dependemos para sua sobrevivência.
Na maior parte do tempo, evitamos a realidade absoluta desses números. O crescimento deve continuar, insistimos.
As razões para essa cegueira coletiva são fáceis de encontrar.
O capitalismo ocidental se baseia de forma estrutural no crescimento para sua estabilidade. Quando a expansão falha, como ocorreu recentemente, os políticos entram em pânico.
As empresas lutam para sobreviver. As pessoas perdem seus empregos e em certos casos suas casas.
A espiral da recessão é uma ameaça. Questionar o crescimento é visto como um ato de lunáticos, idealistas e revolucionários.
Ainda assim, precisamos questioná-lo. O mito do crescimento fracassou. Fracassou para as 2 bilhões de pessoas que vivem com menos de US$ 2 por dia.
Fracassou para os frágeis sistemas ecológicos dos quais dependemos para nossa sobrevivência.


CRISE E OPORTUNIDADE
Mas a crise econômica nos apresenta uma oportunidade única para investir em mudanças. Para varrer as crenças de curto prazo que atormentaram a sociedade por décadas.
Para um compromisso, por exemplo, para uma reforma radical dos mercados de capitais disfuncionais.
A especulação sem controle em commodities e em derivativos financeiros trouxeram o mundo financeiro à beira do colapso há apenas três anos. Ela precisa ser substituída por um sentido financeiro mais longo e lento.
Consertar a economia é apenas parte da batalha. Também precisamos enfrentar a intrincada lógica do consumismo.
Os dias de gastar dinheiro que não temos em coisas das quais não precisamos para impressionar as pessoas com as quais não nos importamos chegaram ao fim.
Viver bem está ligado à nutrição, a moradias decentes, ao acesso a serviços de boa qualidade, a comunidades estáveis, a empregos satisfatórios.
A prosperidade, em qualquer sentido da palavra, transcende as preocupações materiais.
Ela reside em nosso amor por nossas famílias, ao apoio de nossos amigos e à força de nossas comunidades, à nossa capacidade de participar totalmente na vida da sociedade, em uma sensação de sentido e razão para nossas vidas.


Fonte: Folha.com

Animais estão encolhendo devido à mudança climática


O aquecimento poderá afetar a cadeia alimentar de diversas formas.



Os efeitos da ação humana sobre o ambiente, que provoca a mudança climática, são conhecidas. Entre elas, pode-se citar o degelo acelerado no Ártico e a intensificação das chuvas e dos incêndios. Agora, cientistas analisam como os animais estão sendo afetados.
Um estudo recente, publicado na edição on-line "The American Naturalist", indica que as altas temperaturas podem fazer com que determinadas espécies "encolham". A consequência imediata é que a reprodução é comprometida, com menos crias nascendo, e uma provável alteração de toda a cadeia alimentar.
Essa relação entre o tamanho e as alterações na temperatura, já comprovada anteriormente, mas nunca explicada totalmente, afeta somente os animais de sangue frio --como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios e répteis--, que dependem de fontes externas de aquecimento como a luz do sol para se manterem aquecidos.
A pesquisa foi feita com 34 tipos de crustáceos copépodes, pelo doutorando Jack Forster, da Universidade de Londres. Segundo ele, as criaturas diminuíram uma média de 2,5% para cada um grau Celsius elevado.
Forster diz que esse fenômeno mudaria a cadeia alimentar em duas frentes. Menores, os animais de sangue frio passariam a comer outras espécies.
Por sua vez, quem está acima deles na cadeia alimentar teria que gastar mais tempo procurando comida para obter a quantidade suficiente.
Ou seja, a codependência entre as espécies seria mudada e levaria um tempo para se adaptarem.


Fonte: Folha.com

Desmatamento na Amazônia sobe para 7.000 km2



A taxa de desmatamento na Amazônia em 2010 foi revisada para cima: em vez dos 6.450 km2 anunciados pelo governo no fim do ano passado, foram 7.000 km2, como a Folha adiantou em 17 de agosto.
Ainda assim, o número continua sendo o mais baixo desde que o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) começou a fazer a medição, em 1988.
Dados divulgados nesta segunda-feira pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, também sugerem que a tendência de alta de 2011, medida pelo sistema Deter (que informa a devastação mês a mês, mas de forma menos precisa que o sistema que dá as taxas anuais), pode ter sido sustada.
O desmate registrado pelo Deter em agosto foi de 164 km2, comparado a 265 km2 em agosto de 2010. "É o menor agosto da história", disse a ministra.
O Deter apontou uma explosão no desmatamento a partir de abril de 2011, especialmente em Mato Grosso.
O governo considera que expectativas de agricultores em relação à flexibilização do Código Florestal, somadas a mudanças na lei de zoneamento do Estado, explicam a alta. Em resposta, o governo endureceu a fiscalização na região amazônica.
Mesmo com a queda de abril para cá, o desmatamento medido pelo Deter em 12 meses (agosto de 2010 a julho deste ano) ainda é maior do que o de agosto de 2009 a julho de 2010.
Questionada sobre a taxa final de 2011 (a ser divulgada em novembro) poderá não refletir a alta, a ministra disse estar "esperançosa".


Fonte: Folha.com

05 outubro 2011

Compare a diferença: deputado brasileiro x deputado sueco




Compare. Acima, como trabalha e vive um deputado na Suécia, sem assessores, vivendo em apartamento funcional modesto… Abaixo, deputado Abelardo Camarinha, recordista de processos no STF, reclamando do seu salário num video do Top 5 do CQC, que foi remixado  numa “homenagem” do músico Rafael Nelvam.
Diferença matemática entre os dois: um custa 10% e é muito mais eficiente que o outro. Advinha qual?
Fonte: Blog do Tas

Projeto de parque sustentável vence concurso nacional

O projeto ajudará na conscientização da importância da água.


O escritório Jasmim Manga, de São Paulo, venceu o 3º Concurso Nacional de Paisagismo Urbano, que selecionou projetos sustentáveis para revitalizar a lagoa dos Oiteiros, em Penedo, Alagoas.
A área fica às margens do rio São Francisco e compreende um matagal e um lago, hoje poluído. A Prefeitura local fará o saneamento e custeará a obra.
Conforme o projeto, a praça terá pista de corrida com equipamentos para atividades físicas, mirante e anfiteatro para abrigar apresentações e feira de artesanato.

"A ideia é que o parque funcione com recursos próprios", diz a paisagista Alice Rocha, sócia do escritório vencedor.
O projeto, feito em parceria com o escritório americano SRLA Studio, privilegia o uso da energia solar. A pista terá piso especial para drenar a chuva e a irrigação da praça será feita com água da própria lagoa.
Segundo Rocha, a praça terá um "aspecto pedagógico", para que as crianças aprendam desde cedo a valorizar a água.
O concurso foi organizado pela Associação Nacional de Paisagismo e a Prefeitura de Penedo, com o apoio da Sociedade Americana de Arquitetos Paisagistas.
Nas edições anteriores foram reformados o parque Lagoa dos Pássaros, em Artur Nogueira (SP), e a praça central de Ipameri (GO).
As obras na Lagoa dos Oiteiros devem começar em 2012.


Fonte: Folha.com

02 outubro 2011

Mais uma vez




Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Dê uma mãe pra natureza











Toda uma evolução encerrada pela ignorância.

Paris passa a disponibilizar carros elétricos para empréstimo


Uma promessa na substituição do petróleo.



Uma primeira série de 60 "Autolib", carros elétricos de autosserviço, chegaram neste domingo (2) às ruas de Paris e sua periferia, primeira etapa da tentativa de revolucionar os hábitos de transporte franceses.


São 10 pontos de retiradas e devolução dos pequenos veículos colocados à disposição do público em diferentes bairros da cidade. Ainda em fase de testes, o dispositivo deverá estar acessível no dia 5 de dezembro, com pelo menos 250 veículos. Este número deve aumentar para 2 mil até o fim de junho de 2012.


A filosofia do projeto é incentivar que as pessoas deixem seus carros para utilizar os pequenos veículos chamados de Bluecar, que são mais econômicos e ecológicos. A ideia segue o princípio das bicicletas de autosserviço, as Vélib, que tiveram muito sucesso e funcionam desde 2007.


O Bluecar deve ser retirado em um ponto e devolvido em qualquer outra estação.
O sistema de veículos de autosserviço já existe em outras grandes cidades como Nova York, a inovação francesa é que os carros são totalmente elétricos. A bateria tem capacidade para fazer o Bluecar rodar por 250 km na cidade e 150 km fora dela com uma velocidade limitada em 130 km/h.


Segundo o fabricante, para que o sistema seja rentável são necessários 80.000 utilizadores.
"Este serviço vai complementar os de transporte e táxis. Nossa vontade consiste em aumentar a oferta de transporte", explicou Annick Lepetit, presidente do sindicato "Autolib".
Os quatro primeiros anos serão decisivos para o sucesso do projeto. O presidente da fabricante, Vincent Bolloré afirma que já discute a implantação do sistema em outras cidades.


Fonte: Folha.com