A nossa civilização é em grande parte responsável pelas nossas desgraças. Seríamos muito mais felizes se a abandonássemos e retornássemos às condições primitivas. Sigmund Freud
12 outubro 2011
Memória e Esquecimento
| Memória primitiva? |
"Todos" os seres vivos são capazes de aprender, desde que se utilizem recursos de ensino adequados.. Para ilustrar isso, vamos apresentar uma experiência feita com a planária, verme primitivo e achatado que vive em rochas escuras de águas estagnadas e poluídas. É tão primitivo que tem a propriedade surpreendente de, partido ao meio, regenerar cada metade num novo verme. Um pesquisador ensinou a planária a reagir à luz, através de condicionamento.
1- O pesquisador acendia uma luz por cima da cabeça da planária e ao mesmo tempo transmitia-lhe um choque elétrico por meio da água.
2- Depois de 250 tentativas de condicionamento, o vermezinho aprendeu que a luz significava choque, e assim, quando se acendia a luz, passou a se contrair.
3- Depois de ensinado, foi partido em dois. Quando as duas partes se regeneraram, transformando-se em dois vermes adultos, foram submetidos à mesma experiência. Qual teria sido o resultado?
4- Os dois novos vermes ainda guardavam, de memória, o aprendido. A memória exige elementos materiais de natureza química e fisiológica para fixar seus conhecimentos. Esses elementos são identificados com substâncias do núcleo das células.
Trecho de Psicologia Moderna, de Antônio Xavier Teles.
11 outubro 2011
06 outubro 2011
Ministério Público e movimentos sociais pedem revogação da lei de zoneamento socioeconômico do MT
"Enorme potencial de prejuízos"
A preservação "amarelou"
Relatos contundentes
Clima tenso nas audiências
A posição do governo
Conselho chapa-branca
Promotor aguarda decisão
Fonte: Socio Ambiental
Como anda o Código Florestal
O projeto que altera o Código Florestal foi aprovado quase sem alterações na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Tivemos alguns avanços, porém ainda insuficientes para termos uma lei que garanta minimamente a proteção às florestas.
O primeiro foi a garantia de normas gerais federal que estabeleça parâmetros nacionais para o Programas de Regularização Ambiental – PRAs. Na forma como foi aprovado na Câmara, os Estados tinham total liberdade para a definição das regras desses programas, que poderiam conter exceções ainda maiores ao cumprimento do Código.
O segundo, e mais importante, foi o nível de discussão mais profundo e com críticas mais concretas que as observadas na Câmara. Até então, havia uma defesa cega das alterações propostas pelo relator na Câmara e os argumentos contrários eram ignorados. Nessa primeira discussão no Senado, vimos uma situação diferente, onde as críticas ao texto ecoaram com mais força. Apesar disso, os senadores omitiram-se de votar as emendas apresentadas frente a um compromisso do relator, Senador Luiz Henrique (PMDB-SC), de contempla-las nas próximas comissões.
Vamos cobrar esse compromisso já na Comissão de Ciência e Tecnologia (ainda sem data para votação), onde o relator também é o Senador Luiz Henrique. Depois, o projeto vai para a Comissão de Agricultura e para a Comissão de Meio Ambiente. Apenas nesta última teremos outro relator, o Senador Jorge Viana (PT-AC).
A nossa mobilização está apenas começando e precisamos ampliar nossas ações. Fizemos a vigília na internet nos dias 20 a 22 de setembro, durante a votação na CCJ. Foram 3 dias de transmissão ao vivo para esclarecimento e discussão do projeto. Vamos repeti-la nos dias de votação nas outras três comissões do Senado no site www.florestafazadiferenca.org. br. Estamos divulgando informações sobre o projeto, sua tramitação no Senado e as atividades de mobilização do Comitê no site www.comiteflorestasp. wordpress.com.
Brasil 'protege árvores mas não pessoas' na Amazônia, diz jornal
| Zé Cláudio e Maria. |
Uma reportagem do jornal britânico "The Guardian" afirma que o Brasil "protege as suas árvores, mas não as pessoas" na Amazônia.
Para o jornal, "progresso em reduzir desmatamento é ofuscado por assassinatos brutais".
A reportagem de página inteira assinada de Marabá, no Pará, aborda a prática recorrente de assassinatos de ambientalistas na região Norte do país, o mais recente, do ativista José Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa, Maria do Espírito Santo.
Ambos "foram os mais recentes de uma série de ambientalistas assassinados pela causa na Amazônia brasileira", afirma a reportagem.
Após 15 anos de campanha contra madeireiros ilegais, produtores de carvão vegetal e pecuaristas, ambos foram mortos perto de casa em maio.
"Nos últimos anos, o governo brasileiro fez progresso significativo na contenção da destruição da maior floresta tropical do mundo, reduzindo a área de floresta perdida de 27 mil quilômetros quadrados em 2004 para apenas 6 mil quilômetros quadrados no ano passado", nota a reportagem.
"Mas uma onda de assassinatos brutais sublinhou uma verdade desconfortável: as autoridades podem parar a derrubada das árvores até certo ponto, mas não o abate dos ambientalistas."
A reportagem lembra que a morte de Zé Cláudio, como era conhecida a vítima mais recente, foi o caso mais proeminente de execução de ativistas na Amazônia desde o assassinato da missionária americana Dorothy Stang no Pará em 2005.
Ele tinha "anunciado" a sua própria morte seis meses antes de ser executado.
"Poucos acreditam que estas mortes serão as últimas. Muitas partes da Amazônia brasileira continuam proibidas para ambientalistas, enquanto autoridades ambientais só viajam para certas regiões sob escolta da polícia fortemente armada com rifles e apoio de helicóptero."
Entrevistados pelo jornal acreditam que o governo poderia ter feito mais para proteger Zé Cláudio e sua esposa. Assustada, a família nunca mais voltou para casa, em um assentamento florestal.
Fonte: Folha.com
'Temos que abandonar o mito do crescimento econômico infinito'
| A queda do mito do planeta infinito. |
Há vinte anos, a queda do Comunismo no Leste Europeu parecia provar o triunfo do capitalismo. Mas teria sido uma ilusão?
Os constantes choques no sistema financeiro internacional nos últimos anos levaram a BBC a perguntar a uma série de especialistas se eles acham que o capitalismo fracassou.
Neste texto, Tim Jackson, professor da Universidade de Surrey e autor do livro Prosperity without Growth --Economics for a Finite Planet (Prosperidade sem Crescimento: Economia para um Planeta Finito), defende o abandono do mito do crescimento infinito:
Toda sociedade se aferra a um mito e vive por ele. O nosso mito é o do crescimento econômico.
Nas últimas cinco décadas, a busca pelio crescimento tem sido o mais importante dos objetivos políticos no mundo.
A economia global tem hoje cinco vezes o tamanho de meio século atrás. Se continuar crescendo ao mesmo ritmo, terá 80 vezes esse tamanho no ano 2100.
Esse extraordinário salto da atividade econômica global não tem precedentes na história. E é algo que não pode mais estar em desacordo com a base de recursos finitos e o frágil equilíbrio ecológico do qual dependemos para sua sobrevivência.
Na maior parte do tempo, evitamos a realidade absoluta desses números. O crescimento deve continuar, insistimos.
As razões para essa cegueira coletiva são fáceis de encontrar.
O capitalismo ocidental se baseia de forma estrutural no crescimento para sua estabilidade. Quando a expansão falha, como ocorreu recentemente, os políticos entram em pânico.
As empresas lutam para sobreviver. As pessoas perdem seus empregos e em certos casos suas casas.
A espiral da recessão é uma ameaça. Questionar o crescimento é visto como um ato de lunáticos, idealistas e revolucionários.
Ainda assim, precisamos questioná-lo. O mito do crescimento fracassou. Fracassou para as 2 bilhões de pessoas que vivem com menos de US$ 2 por dia.
Fracassou para os frágeis sistemas ecológicos dos quais dependemos para nossa sobrevivência.
CRISE E OPORTUNIDADE
Mas a crise econômica nos apresenta uma oportunidade única para investir em mudanças. Para varrer as crenças de curto prazo que atormentaram a sociedade por décadas.
Para um compromisso, por exemplo, para uma reforma radical dos mercados de capitais disfuncionais.
A especulação sem controle em commodities e em derivativos financeiros trouxeram o mundo financeiro à beira do colapso há apenas três anos. Ela precisa ser substituída por um sentido financeiro mais longo e lento.
Consertar a economia é apenas parte da batalha. Também precisamos enfrentar a intrincada lógica do consumismo.
Os dias de gastar dinheiro que não temos em coisas das quais não precisamos para impressionar as pessoas com as quais não nos importamos chegaram ao fim.
Viver bem está ligado à nutrição, a moradias decentes, ao acesso a serviços de boa qualidade, a comunidades estáveis, a empregos satisfatórios.
A prosperidade, em qualquer sentido da palavra, transcende as preocupações materiais.
Ela reside em nosso amor por nossas famílias, ao apoio de nossos amigos e à força de nossas comunidades, à nossa capacidade de participar totalmente na vida da sociedade, em uma sensação de sentido e razão para nossas vidas.
Fonte: Folha.com
Animais estão encolhendo devido à mudança climática
| O aquecimento poderá afetar a cadeia alimentar de diversas formas. |
Os efeitos da ação humana sobre o ambiente, que provoca a mudança climática, são conhecidas. Entre elas, pode-se citar o degelo acelerado no Ártico e a intensificação das chuvas e dos incêndios. Agora, cientistas analisam como os animais estão sendo afetados.
Um estudo recente, publicado na edição on-line "The American Naturalist", indica que as altas temperaturas podem fazer com que determinadas espécies "encolham". A consequência imediata é que a reprodução é comprometida, com menos crias nascendo, e uma provável alteração de toda a cadeia alimentar.
Essa relação entre o tamanho e as alterações na temperatura, já comprovada anteriormente, mas nunca explicada totalmente, afeta somente os animais de sangue frio --como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios e répteis--, que dependem de fontes externas de aquecimento como a luz do sol para se manterem aquecidos.
A pesquisa foi feita com 34 tipos de crustáceos copépodes, pelo doutorando Jack Forster, da Universidade de Londres. Segundo ele, as criaturas diminuíram uma média de 2,5% para cada um grau Celsius elevado.
Forster diz que esse fenômeno mudaria a cadeia alimentar em duas frentes. Menores, os animais de sangue frio passariam a comer outras espécies.
Por sua vez, quem está acima deles na cadeia alimentar teria que gastar mais tempo procurando comida para obter a quantidade suficiente.
Ou seja, a codependência entre as espécies seria mudada e levaria um tempo para se adaptarem.
Fonte: Folha.com
Desmatamento na Amazônia sobe para 7.000 km2
Ainda assim, o número continua sendo o mais baixo desde que o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) começou a fazer a medição, em 1988.
Dados divulgados nesta segunda-feira pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, também sugerem que a tendência de alta de 2011, medida pelo sistema Deter (que informa a devastação mês a mês, mas de forma menos precisa que o sistema que dá as taxas anuais), pode ter sido sustada.
O desmate registrado pelo Deter em agosto foi de 164 km2, comparado a 265 km2 em agosto de 2010. "É o menor agosto da história", disse a ministra.
O Deter apontou uma explosão no desmatamento a partir de abril de 2011, especialmente em Mato Grosso.
O governo considera que expectativas de agricultores em relação à flexibilização do Código Florestal, somadas a mudanças na lei de zoneamento do Estado, explicam a alta. Em resposta, o governo endureceu a fiscalização na região amazônica.
Mesmo com a queda de abril para cá, o desmatamento medido pelo Deter em 12 meses (agosto de 2010 a julho deste ano) ainda é maior do que o de agosto de 2009 a julho de 2010.
Questionada sobre a taxa final de 2011 (a ser divulgada em novembro) poderá não refletir a alta, a ministra disse estar "esperançosa".
Fonte: Folha.com
05 outubro 2011
Compare a diferença: deputado brasileiro x deputado sueco
Compare. Acima, como trabalha e vive um deputado na Suécia, sem assessores, vivendo em apartamento funcional modesto… Abaixo, deputado Abelardo Camarinha, recordista de processos no STF, reclamando do seu salário num video do Top 5 do CQC, que foi remixado numa “homenagem” do músico Rafael Nelvam.
Diferença matemática entre os dois: um custa 10% e é muito mais eficiente que o outro. Advinha qual?
Fonte: Blog do Tas
Projeto de parque sustentável vence concurso nacional
| O projeto ajudará na conscientização da importância da água. |
O escritório Jasmim Manga, de São Paulo, venceu o 3º Concurso Nacional de Paisagismo Urbano, que selecionou projetos sustentáveis para revitalizar a lagoa dos Oiteiros, em Penedo, Alagoas.
A área fica às margens do rio São Francisco e compreende um matagal e um lago, hoje poluído. A Prefeitura local fará o saneamento e custeará a obra.
Conforme o projeto, a praça terá pista de corrida com equipamentos para atividades físicas, mirante e anfiteatro para abrigar apresentações e feira de artesanato.
"A ideia é que o parque funcione com recursos próprios", diz a paisagista Alice Rocha, sócia do escritório vencedor.
O projeto, feito em parceria com o escritório americano SRLA Studio, privilegia o uso da energia solar. A pista terá piso especial para drenar a chuva e a irrigação da praça será feita com água da própria lagoa.
Segundo Rocha, a praça terá um "aspecto pedagógico", para que as crianças aprendam desde cedo a valorizar a água.
O concurso foi organizado pela Associação Nacional de Paisagismo e a Prefeitura de Penedo, com o apoio da Sociedade Americana de Arquitetos Paisagistas.
Nas edições anteriores foram reformados o parque Lagoa dos Pássaros, em Artur Nogueira (SP), e a praça central de Ipameri (GO).
As obras na Lagoa dos Oiteiros devem começar em 2012.
Fonte: Folha.com
04 outubro 2011
02 outubro 2011
Mais uma vez
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Paris passa a disponibilizar carros elétricos para empréstimo
| Uma promessa na substituição do petróleo. |
Uma primeira série de 60 "Autolib", carros elétricos de autosserviço, chegaram neste domingo (2) às ruas de Paris e sua periferia, primeira etapa da tentativa de revolucionar os hábitos de transporte franceses.
São 10 pontos de retiradas e devolução dos pequenos veículos colocados à disposição do público em diferentes bairros da cidade. Ainda em fase de testes, o dispositivo deverá estar acessível no dia 5 de dezembro, com pelo menos 250 veículos. Este número deve aumentar para 2 mil até o fim de junho de 2012.
A filosofia do projeto é incentivar que as pessoas deixem seus carros para utilizar os pequenos veículos chamados de Bluecar, que são mais econômicos e ecológicos. A ideia segue o princípio das bicicletas de autosserviço, as Vélib, que tiveram muito sucesso e funcionam desde 2007.
O Bluecar deve ser retirado em um ponto e devolvido em qualquer outra estação.
O sistema de veículos de autosserviço já existe em outras grandes cidades como Nova York, a inovação francesa é que os carros são totalmente elétricos. A bateria tem capacidade para fazer o Bluecar rodar por 250 km na cidade e 150 km fora dela com uma velocidade limitada em 130 km/h.
Segundo o fabricante, para que o sistema seja rentável são necessários 80.000 utilizadores.
"Este serviço vai complementar os de transporte e táxis. Nossa vontade consiste em aumentar a oferta de transporte", explicou Annick Lepetit, presidente do sindicato "Autolib".
Os quatro primeiros anos serão decisivos para o sucesso do projeto. O presidente da fabricante, Vincent Bolloré afirma que já discute a implantação do sistema em outras cidades.
Fonte: Folha.com
Assinar:
Postagens (Atom)

