14 julho 2011

Danos por catástrofes naturais de 2011 superam recorde de 2005

Os gastos com as perdas são maiores que os  com uma  mudança de postura.


Os danos materiais provocados pelas catástrofes naturais de 2011 superam os registrados em todo período de 2005, considerado o ano recorde de prejuízos.

De acordo com números divulgados nesta terça-feira pela seguradora alemã Munich Re, a perda acumulada até junho alcançou US$ 265 bilhões --acima dos US$ 220 bilhões de 2005 inteiro.

As maiores perdas foram as do terremoto e posterior tsunami que atingiram o Japão em março deste ano, com uma perda estimada em US$ 210 bilhões, qualificando o episódio como a catástrofe natural com maior impacto econômico da história.

Até agora, as perdas mais numerosas tinha sido atribuídas ao furacão Katrina de 2005, com US$ 125 bilhões.

Greenpeace destrói plantações de trigo transgênico na Austrália

Ativista do Greenpeace destrói plantação experimental de trigo transgênico na Austrália.


Ativistas da organização Greenpeace destruíram nesta quinta-feira plantações experimentais de trigo transgênico em um centro de pesquisa na Austrália, informou a imprensa local.
Os ativistas invadiram a estação da Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália (CSIRO, na sigla em inglês), em Ginninderra, próximo a Canberra, e destruíram toda a colheita do trigo transgênico experimental.

O centro dedicava meio hectare à produção de trigo modificado geneticamente, no primeiro teste no exterior deste tipo de cultivo na Austrália, onde até agora não esteve autorizado.

O ataque ocorreu depois de a CSIRO ter se recusado a fornecer mais informações sobre os experimentos que o centro foi autorizado a praticar para testar o novo trigo com humanos, informou a agência local "AAP".


"A única razão pela qual a CSIRO cultivou este trigo é porque foi comprado por companhias estrangeiras", disse uma ativista do Greenpeace, Laura Kelly, que exigiu que se faça público o suposto financiamento das empresas como a multinacional americana Monsanto.


O Greenpeace também expressou sua preocupação quanto ao risco que este tipo de trigo representa para a saúde, além da possibilidade de contaminar outras plantações.


A Corporação de Desenvolvimento e Pesquisa de Cereais (GRDC) considera que o ataque pode atrasar em um ano este projeto, que buscava desenvolver o trigo para combater a obesidade, o diabetes e o câncer de intestino.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/943346-greenpeace-destroi-plantacoes-de-trigo-transgenico-na-australia.shtml

Ursa enfrenta dois tigres com filhotes nas costas

Um fotógrafo conseguiu capturar o momento em que uma ursa enfrenta dois tigres para proteger os filhotes, que passaram todo o tempo agarrados às suas costas.


O confronto, que durou menos de três minutos, aconteceu na Reserva de Tigres de Ranthambore, no Rajastão, na Índia.


Os tigres se aproximaram da ursa, que bebia água com suas duas crias.


Ela avistou um dos tigres e pulou em sua direção, afugentado-o imediatamente. Mas o outro tigre se aproximou de forma ameaçadora, e a mãe protetora levantou as patas dianteiras e o enfrentou.


"Ursos e tigres são animais que normalmente se evitam, mas a ursa estava com seus filhotes e se sentiu ameaçada. Por isso ela avançou na direção do tigre", conta o fotógrafo Aditya Singh, que vive nos arredores da reserva e visita a região diariamente.


"Acho que a mãe protetora decidiu que a melhor defesa era o ataque", diz Singh.











Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/943362-ursa-enfrenta-dois-tigres-com-filhotes-nas-costas.shtml

Estudo simulará aquecimento amazônico e suas consequências

A preocupação também com os rios da Amazônia.


Para descobrir como animais e plantas vão se virar diante do desafio do aquecimento global, cientistas do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) vão recriar artificialmente o ambiente aquático amazônico num clima mais quente.

A ideia é ter cenários baseados em três projeções do IPCC (painel do clima da ONU) para 2100, da mais branda à mais catastrófica.

O projeto, diz seu coordenador, Adalberto Val, diretor do Inpa, é inédito no mundo. "Muitos pesquisadores olham para os animais terrestres quando fazem projeções, mas se esquecem da vida aquática", afirma o biólogo.

No caso da Amazônia, há mais de 3.000 espécies de peixes conhecidas --boa parte delas endêmica (ou seja, só existem naquela região).

Val falou sobre o tema durante a 63ª reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), que acontece em Goiânia.

FORA D'ÁGUA
O impacto do aquecimento sobre a vida aquática começa fora d'água. Com a redução das árvores em volta dos rios (elas podem morrer com o clima mais quente), a radiação solar que atinge o ambiente aquático aumenta.


Além disso, os bichos tendem a nadar mais superficialmente para respirar diante da redução de oxigênio nas águas, que têm aumento de carbono e ficam mais ácidas com o aquecimento global.


Mais expostos à luz solar, os peixes correm mais risco de sofrer mutações por causa da radiação, e isso pode prejudicar sua saúde.


A ideia do Inpa é avaliar todas essas variáveis nos ambientes artificiais.
"Os cenários não corresponderão exatamente à realidade, mas queremos investigar se esses animais conseguirão se adaptar às [novas]condições", afirma ele.



A hipótese dos cientistas é que os truques para sobreviver ao aquecimento estão no DNA dos animais desde o período Jurássico, há cerca de 200 milhões de anos, quando o clima era mais quente.


Val também lembrou que, diante de condições climáticas adversas, os peixes tendem a migrar para outros ambientes. Em geral, os que ficam nas condições mais quentes tendem a ser os peixes ósseos. Os cartilaginosos (como as arraias) procuram outras águas, menos tépidas. Isso traz desequilíbrios ambientais, como disputa acirrada por alimentos.


Hoje, de acordo com Val, há 20 modelos sobre mudanças climáticas que não consideram a adaptabilidade dos organismos. "Precisamos considerar as características de cada lugar e olhar especificamente para os peixes."




Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/943422-estudo-simulara-aquecimento-amazonico-e-suas-consequencias.shtml

11 julho 2011

O Girassol




Eu tento me erguer
Às próprias custas
E caio sempre nos seus braços
Um pobre diabo é o que sou
Um girassol sem sol
Um navio sem direção
Apenas a lembrança
Do seu sermão
Você é meu sol
Um metro e sessenta e cinco de sol
E quase o ano inteiro
Os dias foram noites
Noites para mim
Meu sorriso se foi
Minha canção também
Eu jurei por Deus
Não morrer por amor
E continuar a viver
Como eu sou um girassol
Você é meu sol
Eu tento me erguer
Às próprias custas
E caio sempre nos seus braços
Um pobre diabo é o que sou
Um girassol sem sol
Um navio sem direção
Apenas a lembrança
Do seu sermão
Morro de amor e vivo por aí
Nenhum santo tem pena de mim
Sou agora um frágil cristal
Um pobre diabo
Que não sabe esquecer
Que não sabe esquecer
Como eu sou um girassol
Você é meu sol

10 julho 2011

Ibama flagra uso de aviões em desmatamento na Amazônia


O Ibama identificou uma área de floresta amazônica, do tamanho de 180 campos de futebol, destruída pela ação de herbicidas.

A terra, que pertence à União, fica ao sul do município amazonense de Canutama, na divisa com Rondônia. O responsável pelo crime ambiental ainda não foi identificado pelo órgão.

Em sobrevoo de duas horas de helicóptero, na segunda semana de junho, analistas do Ibama observaram milhares de árvores em pé, mas desfolhadas e esbranquiçadas pela ação do veneno.

Encontraram também vestígios de extração de madeira por motosserras e queimadas, práticas usadas para limpar o terreno. Especialistas dizem que os agrotóxicos, pulverizados de avião sobre as florestas nativas, matam as árvores de imediato, contaminam solo, lençóis freáticos, animais e pessoas.

FLORESTAS PÚBLICAS
Jerfferson Lobato, chefe da Divisão de Controle e Fiscalização do Ibama no Amazonas, afirma que o uso de agrotóxicos acelera o desmatamento de florestas públicas (pertencentes à União ou aos Estados), que são um dos alvos da ação de grileiros, fazendeiros e madeireiros.


O fenômeno é recente, no entanto. O mais comum é devastar com motosserras, tratores e queimadas.
"Eles [os infratores] mudaram de estratégia porque em pouco tempo conseguem destruir mais áreas com os agrotóxicos. Assim, deixam de mobilizar muitos extratores para driblar a fiscalização do Ibama", afirmou Lobato.


O Ibama chegou à área destruída, de 178 hectares, depois que o sistema por satélite Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), apontou indícios do crime ambiental. "Fomos verificar e confirmamos a destruição."



ALTA E BAIXA
O Inpe divulgou ontem os dados do Deter correspondentes ao mês de maio deste ano. Foram derrubados 268 km² de mata na Amazônia, um aumento em torno de 2,5 vezesem relação ao mesmo mês do ano passado.


É, no entanto, uma desaceleração no desmate em relação aos meses de março e abril, quando a média da área derrubada chegou a quase 300 km². O governo atribui a diferença ao fortalecimento da fiscalização em abril.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/937477-ibama-flagra-uso-de-avioes-em-desmatamento-na-amazonia.shtml

Macaco furta câmera e tira fotos dele sorrindo


Um macaco-de-celebes furtou uma câmera fotográfica e, antes de devolvê-la ao dono, tirou fotos dele mesmo.


O símio ficou fascinado com sua imagem refletida na lente. "Ele deve ter tirado centenas de imagens (...), mas não muitas focadas. Obviamente ainda não treinou muito", brincou o fotógrafo David Slater. "Eu gostaria de ter ficado mais tempo. Ele provavelmente teria tirado fotos para todo um álbum de família."


Slater contou, em entrevista ao jornal britânico "Telegraph", que os macacos-de-celebes pularam ao redor do equipamento e se assustaram quando o botão de disparo da máquina funcionou.


"Eles fizeram várias caretas mostrando os dentes porque era provavelmente a primeira vez que viam um reflexo", lembrou o fotógrafo David Slater.


O encontro entre o macaco-de-celebes e a câmera ocorreu em um pequeno parque nacional na ilha indonesiana de Sulawesi. A espécie é extremamente rara e corre o risco de extinção.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/bichos/939258-macaco-furta-camera-e-tira-fotos-dele-sorrindo.shtml

Universidade apresenta soluções para reduzir impacto ambiental na construção civil

Como ficará o prédio do LIGH.


O setor da construção civil é uma das atividades que mais gera impacto no meio ambiente, consumindo cerca de 55% da madeira, 40% de matérias primas e energia em âmbito mundial, segundo estudos do Worldwatch Institute. Algumas propostas como a certificação LEED ( Leadership in Energy and Environmental Design), do Green Building Council estão sendo adotadas por vários países para aumentar o número de construções sustentáveis. Esse selo já foi adotado por 41 nações, contabilizando mais de 744 milhões de metros quadrados de obras.
A UFPR (Universidade Federal do Paraná) começou a construção de um novo prédio da instituição, que já está inscrito na certificação LEED. Para obter o selo, um empreendimento precisa reunir pelo menos 40 pontos, dos 110 possíveis, nos cinco critérios avaliados pela ferramenta LEED: Materiais e Recursos, Energia e Atmosfera, Espaço Sustentável – Site, Qualidade Ambiental Interna e o Uso Racional da Água. Estima-se que a pontuação dessa construção tenha no mínimo 50 pontos.
A obra será o novo prédio do LIGH (Laboratórios Integrados de Genética Humana) em Curitiba, e demonstra como um bom planejamento pode ser um grande passo para a sustentabilidade. Para a Maria da Graça Bicalho, coordenadora do laboratório, a importância da obra é ser uma referência para a sociedade, também formando uma geração de futuros profissionais preocupados com a questão. “Não é somente um prédio sustentável, mas sim uma construção que também manterá a sua gestão preocupada com o meio ambiente. Estamos alinhando o conceito ecológico com os valores da instituição, demonstrando para a sociedade e o ambiente acadêmico a importância de respeitar o uso de recursos naturais”, explica a professora.
A data prevista da entrega do novo prédio da UFPR é em dezembro de 2012, com soluções que reduzem 25% o uso de energia e 60% nos gastos com iluminação, quando comparados com um edifício padrão do mesmo porte. Outro diferencial é o tratamento e reutilização de todo o efluente sanitário, destinado para a irrigação de plantas posicionadas para conter o fluxo de água em enxurradas, uma diminuição de 38% da água pluvial que vai para a rede de captação.
Até mesmo durante o processo de construção, medidas como a instalação de um lava rodas no canteiro de obra nara não sujar ruas da vizinhança foram tomadas. Ela também conta com uma equipe em tempo integral que faz a gestão de resíduos, responsável pela triagem, logística interna, manutenção das baias em que o lixo será armazenado, organização e limpeza.
Entre as principais soluções voltadas à sustentabilidade propostas no projeto estão:
A criação de um layout interno modular, permitindo que mesas e bancadas sejam realocadas pelos próprios usuários, sem a necessidade de novas obras;
O aproveitamento da energia solar para aquecimento de água e para a produção de água destilada;
O aproveitamento das águas pluviais por meio de reservatório de captação;
A utilização de madeiras de reflorestamento, materiais e insumos renováveis e reciclados;
A instalação de telhado verde modular sobre a cobertura, aumentando o isolamento térmico e colaborando para a redução no consumo de energia;
Um projeto paisagístico “funcional”, voltado a auxiliar na correta gestão e aproveitamento da água pluvial;
O uso de sistemas de automação nos projetos de iluminação, climatização, segurança e comunicação, permitindo uma gestão integrada e inteligente dos sistemas para reduzir o consumo de energia elétrica;
A coleta e separação de resíduos gerados na operação de todo o edifício, especialmente nos laboratórios;
A preservação e valorização da paisagem, possibilitando o mínimo impacto ambiental sobre o entorno;
A orientação, com a implantação dos laboratórios de forma a otimizar o conforto térmico e a iluminação natural;
A criação de um grupo interno de implantação e monitoramento de práticas sustentáveis;
A disposição dos laboratórios em um único pavimento, sobre pilotis, que colaborará para:
- um maior isolamento térmico do edifício;
- o uso de iluminação e ventilação naturais, gerando economia de energia elétrica e reduzindo riscos de contaminação;
- a preservação e cobertura das áreas de estacionamento;
- a possibilidade de intervir nas instalações dos laboratórios sem interrupção da rotina laboratorial ou riscos de contaminação.
Sobre o novo LIGH
Parte do departamento de Genética da Federal do Paraná, o novo prédio permitirá a integração do Laboratório de Citogenética Humana e Oncogenética ao Laboratório de Imunogenética e Histocompatibilidade da UFPR – entidade que, há mais de 10 anos atua como unidade laboratorial credenciada pelo Sistema Único de Saúde – SUS, colaborando com o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) no atendimento à demanda da comunidade na realização de exames destinados aos transplantes. A nova estrutura apoiará também a integração e consolidação de outras áreas do Departamento de Genética da Universidade, como Genética Forense, Genômica e Bioinformática. Além disso, o edifício abrigará também o Memorial Newton Freire-Maia, um espaço reservado à divulgação da ciência, cultura e educação.

América Latina é 2º região que mais investe em energias renováveis

A força da América Latina.

A América Latina foi em 2010 a segunda região do mundo que mais investiu no setor das energias renováveis, com aumento de 39% com relação ao ano anterior, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas divulgado nesta quinta-feira (7).

O setor das energias renováveis recebeu em 2010 no mundo todo investimentos no valor de US$ 211 bilhões, 32% a mais que em 2009 e 540 % acima do valor de 2004.

Entre as nações em desenvolvimento, a China foi a que mais investiu em energias renováveis em 2010, com US$ 48,9 bilhões, 28% a mais que em 2009.
A América Latina foi a segunda região do mundo, já que aplicou US$ 13,1 bilhões, um aumento de 39% comparado ao ano anterior.


AMÉRICA LATINA
Na América Latina, o Brasil, o México, o Chile e a Argentina foram os líderes em investimentos de energias renováveis.
O Brasil foi o principal investidor da região, já que empregou US$ 7 bilhões. Porém, paradoxalmente o número foi 5% inferior ao de 2009.

O relatório assinala que a queda de 2010 - que apontou uma baixa contínua em 2009 de 44% - foi consequência da "consolidação do setor de biocombustíveis brasileiro que está em grande medida fragmentado".

No México, os investimentos aumentaram 348% em 2010, até chegar a US$ 2,32 bilhões, principalmente em energia eólica, mas também em geotérmica, devido à decisão das autoridades mexicanas de aumentar a capacidade das energias renováveis do atual 3,3% ao 7,5% para 2012.


No Chile, onde o objetivo é providenciar para que 10% da energia seja renovável até 2025, os investimentos totalizaram US$ 960 milhões, um aumento de 21% comparado a 2009.
Da mesma forma, a Argentina estabeleceu para 2016 que 8% do setor energético proceda de fontes renováveis o que significou em 2010 a multiplicação por sete até chegar a US$ 740 milhões.


Já no Peru, o governo fixou que 5% será proveniente de energias renováveis até 2013. No ano passado, os investimentos chegaram a US$ 480 milhões - mais que o dobro em 2009 - destinados principalmente a pequenas centrais hidroelétricas e a plantas de etanol e biomassa.


Na China, o aumento expressivo dos investimentos esteve dirigido pelo crescimento das fazendas eólicas, que abocanharam 78% da soma durante o ano e acrescentaram 17 GWh de potência ao país.


No final de 2010, a capacidade total das fazendas eólicas chinesas era de 42,5 GWh, a maior do mundo e dez vezes mais que a Dinamarca.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/940799-america-latina-e-2-regiao-que-mais-investe-em-energias-renovaveis.shtml

Austrália fixa imposto de US$ 23 por tonelada de emissão de CO2

Imposto sobre o CO2.


A primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, anunciou neste domingo um imposto de US$ 23 dólares por emissão de uma tonelada de dióxido de carbono a partir do dia 1º de julho de 2012.

Cerca de 500 empresas, consideradas as maiores poluentes da Austrália, terão que enfrentar este imposto proposto pelo Executivo, que já conseguiu os votos necessários para que seja aprovado pelo Parlamento australiano.
"Como nação precisamos pôr um preço ao carbono e criar um futuro com energias limpas", disse Julia em entrevista coletiva em Canberra.

Com esta medida se pretende "reduzir em 160 milhões de toneladas a emissão de gases poluentes até o ano de 2020.
"Isto equivale a tirar cerca de 45 milhões de carros das estradas", explicou Julia.

O imposto aumentará em 2,5% em termos reais até julho de 2015, quando entrar em vigor na Austrália um esquema de troca de emissões no qual o mercado regulará os preços.
O imposto não afetará ao combustível destinado para o consumo pessoal ou as pequenas empresas, mas o transporte pesado que usa diesel pagará o preço das emissões de dióxido de carbono a partir de 2014, transcorrida uma moratória de dois anos.

"O governo gastará cerca de US$ 9,884 bilhões nos próximos três anos provenientes dos fundos deste imposto para gerar "incentivos econômicos para os maiores poluentes para reduzir as emissões dos gases de efeitos estufa", disse Julia.

A primeira-ministra explicou que parte do dinheiro proveniente do imposto às emissões de dióxido de carbono será destinada à criação de emprego e a promover os investimentos em energias limpas, assim como em programas que contribuirão para diminuir a mudança climática.

Professora Amanda Gurgel se recusa a receber prêmio




A professora Amanda Gurgel, que ficou conhecida após fazer um discurso na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte a respeito da situação da educação no Estado – que resultou num vídeo acessado por mais de um milhão de internautas no YouTube – recusou, no sábado 2, receber um prêmio oferecido em sua homenagem pela associação Pensamento Nacional de Bases Empresariais.
A organização havia dedicado a ela o prêmio 2011 na categoria “educador de valor”. Em sua justificativa, a professora destacou que, “embora exista desde 1994, esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora”.
“Esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald’s, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva. A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades”, justificou.
Amanda Gurgel, que em seu discurso na Assembleia se queixou do salário que recebe como professora e da situação do sistema de ensino no País, disse que seus projetos são “diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE”, grupo mantido por empresários paulistas e, segundo ela, comprometida apenas com “a economia de mercado”, “à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista”.
Entre as reivindicações da professora, manifestadas em seu site pessoal, estão a valorização do trabalho docente e a elevação para 10% da destinação do Produto Interno Bruto para a educação.
“Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal”, escreveu ela, antes de dizer que não poderia aceitar o prêmio.

07 julho 2011

Cachorros de Palha [3]


Humanismo versus Naturalismo
Para Jacques Monod, um dos fundadores da biologia molecular, a vida é uma casualidade que não pode ser deduzida da natureza das coisas, mas que, uma vez surgida, evolui pela seleção natural de mutações randômicas. A espécie humana não é diferente de nenhuma outra quanto a ser uma jogada de sorte na loteria cósmica.
Para nós, essa é uma verdade difícil de aceitar. Como escreve Monod, "as sociedades liberais do Ocidente ainda demonstram uma concordância hipócrita a uma desagradável miscelânia de religiosidade judaico-cristã, progressismo cientificista, crença nos direitos "naturais" do homem e pragmatismo utilitarista, apresentando-os como uma base para a moralidade". O ser humano precisa deixar de lado esses erros e aceitar que sua existência é inteiramente acidental. Ele "tem de finalmente acordar de seu sonho milenar e descobrir sua total solidão, seu isolamento fundamental. Tem de compreender que, como um cigano, vive nas fronteiras de um mundo estranho; um mundo que é surdo à sua música e tão indiferente às suas esperanças quanto a seu sofrimento e a seus crimes".

Trecho de Cachorros de Palha, de John Gray. 

Cachorros de Palha [2]



Verdade e Consequências
apenas
pessoas atormentadas querem a verdade.
O homem é como outros animais, quer comida e sucesso e
mulheres,
não verdade. Apenas se a mente
Torturada por alguma tensão interior tiver se desesperado
da felicidade:
então ela odeia
sua jaula-vitalícia e continua a buscar.

A ciência nunca será usada prioritariamente para a busca da verdade ou para aprimorar a vida humana. Os usos do conhecimento serão sempre tão instáveis e corrompidos como o são os próprios humanos. Os humanos usam o que sabem para satisfazer suas necessidades mais urgentes - mesmo que o resultado seja a ruína. A história não é feita na luta pela autopreservação, como Hobbes imaginava ou queria acreditar. Em suas vidas diárias, os humanos lutam para computar lucros e perdas. Quando em tempos desesperados, agem para proteger a sua prole, vingar-se de inimigos ou simplesmente dar vazão a seus sentimentos.

Trecho do livro Cachorros de Palha, de John Gray.

05 julho 2011

Cachorros de Palha



Humanismo Verde
Como escreveram Margulis e Sagan, nós próprios somos artifícios tecnológicos inventados por antigas comunidades de bactérias como forma de sobrevivência genética: "Somos uma parte numa intrincada rede que vem desde a tomada original de Terra pelas bactérias. Nossos poderes e inteligência não pertencem especificamente a nós, mas a toda a vida." Pensar nossos corpos como naturais e nossas tecnologias como artificiais confere importância excessiva ao acidente de nossas origens. Se formos substituídos por máquinas, isso constituirá uma mudança evolutiva em nada diferente daquela em que bactérias se combinaram para criar nossos primeiros ancestrais.
O humanismo é uma doutrina de salvação - a crença de que a humanidade pode assumir a responsabilidade por seu destino. Entre os  verdes, isso se tornou o ideal de a humanidade transformar-se no sábio curador encarregado de cuidar dos recursos do planeta. Mas, para qualquer um cujas esperanças não estejam centradas em sua própria espécie, a noção de que a ação humana pode salvar os humanos ou o planeta tem que parecer absurda. Eles sabem que o resultado final não está em mãos humanas. Eles agem assim não pela crença em que podem ser bem-sucedidos, mas por um instinto antigo.


Trecho do livro Cachorros de palha, de John Gray.