10 julho 2011

Macaco furta câmera e tira fotos dele sorrindo


Um macaco-de-celebes furtou uma câmera fotográfica e, antes de devolvê-la ao dono, tirou fotos dele mesmo.


O símio ficou fascinado com sua imagem refletida na lente. "Ele deve ter tirado centenas de imagens (...), mas não muitas focadas. Obviamente ainda não treinou muito", brincou o fotógrafo David Slater. "Eu gostaria de ter ficado mais tempo. Ele provavelmente teria tirado fotos para todo um álbum de família."


Slater contou, em entrevista ao jornal britânico "Telegraph", que os macacos-de-celebes pularam ao redor do equipamento e se assustaram quando o botão de disparo da máquina funcionou.


"Eles fizeram várias caretas mostrando os dentes porque era provavelmente a primeira vez que viam um reflexo", lembrou o fotógrafo David Slater.


O encontro entre o macaco-de-celebes e a câmera ocorreu em um pequeno parque nacional na ilha indonesiana de Sulawesi. A espécie é extremamente rara e corre o risco de extinção.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/bichos/939258-macaco-furta-camera-e-tira-fotos-dele-sorrindo.shtml

Universidade apresenta soluções para reduzir impacto ambiental na construção civil

Como ficará o prédio do LIGH.


O setor da construção civil é uma das atividades que mais gera impacto no meio ambiente, consumindo cerca de 55% da madeira, 40% de matérias primas e energia em âmbito mundial, segundo estudos do Worldwatch Institute. Algumas propostas como a certificação LEED ( Leadership in Energy and Environmental Design), do Green Building Council estão sendo adotadas por vários países para aumentar o número de construções sustentáveis. Esse selo já foi adotado por 41 nações, contabilizando mais de 744 milhões de metros quadrados de obras.
A UFPR (Universidade Federal do Paraná) começou a construção de um novo prédio da instituição, que já está inscrito na certificação LEED. Para obter o selo, um empreendimento precisa reunir pelo menos 40 pontos, dos 110 possíveis, nos cinco critérios avaliados pela ferramenta LEED: Materiais e Recursos, Energia e Atmosfera, Espaço Sustentável – Site, Qualidade Ambiental Interna e o Uso Racional da Água. Estima-se que a pontuação dessa construção tenha no mínimo 50 pontos.
A obra será o novo prédio do LIGH (Laboratórios Integrados de Genética Humana) em Curitiba, e demonstra como um bom planejamento pode ser um grande passo para a sustentabilidade. Para a Maria da Graça Bicalho, coordenadora do laboratório, a importância da obra é ser uma referência para a sociedade, também formando uma geração de futuros profissionais preocupados com a questão. “Não é somente um prédio sustentável, mas sim uma construção que também manterá a sua gestão preocupada com o meio ambiente. Estamos alinhando o conceito ecológico com os valores da instituição, demonstrando para a sociedade e o ambiente acadêmico a importância de respeitar o uso de recursos naturais”, explica a professora.
A data prevista da entrega do novo prédio da UFPR é em dezembro de 2012, com soluções que reduzem 25% o uso de energia e 60% nos gastos com iluminação, quando comparados com um edifício padrão do mesmo porte. Outro diferencial é o tratamento e reutilização de todo o efluente sanitário, destinado para a irrigação de plantas posicionadas para conter o fluxo de água em enxurradas, uma diminuição de 38% da água pluvial que vai para a rede de captação.
Até mesmo durante o processo de construção, medidas como a instalação de um lava rodas no canteiro de obra nara não sujar ruas da vizinhança foram tomadas. Ela também conta com uma equipe em tempo integral que faz a gestão de resíduos, responsável pela triagem, logística interna, manutenção das baias em que o lixo será armazenado, organização e limpeza.
Entre as principais soluções voltadas à sustentabilidade propostas no projeto estão:
A criação de um layout interno modular, permitindo que mesas e bancadas sejam realocadas pelos próprios usuários, sem a necessidade de novas obras;
O aproveitamento da energia solar para aquecimento de água e para a produção de água destilada;
O aproveitamento das águas pluviais por meio de reservatório de captação;
A utilização de madeiras de reflorestamento, materiais e insumos renováveis e reciclados;
A instalação de telhado verde modular sobre a cobertura, aumentando o isolamento térmico e colaborando para a redução no consumo de energia;
Um projeto paisagístico “funcional”, voltado a auxiliar na correta gestão e aproveitamento da água pluvial;
O uso de sistemas de automação nos projetos de iluminação, climatização, segurança e comunicação, permitindo uma gestão integrada e inteligente dos sistemas para reduzir o consumo de energia elétrica;
A coleta e separação de resíduos gerados na operação de todo o edifício, especialmente nos laboratórios;
A preservação e valorização da paisagem, possibilitando o mínimo impacto ambiental sobre o entorno;
A orientação, com a implantação dos laboratórios de forma a otimizar o conforto térmico e a iluminação natural;
A criação de um grupo interno de implantação e monitoramento de práticas sustentáveis;
A disposição dos laboratórios em um único pavimento, sobre pilotis, que colaborará para:
- um maior isolamento térmico do edifício;
- o uso de iluminação e ventilação naturais, gerando economia de energia elétrica e reduzindo riscos de contaminação;
- a preservação e cobertura das áreas de estacionamento;
- a possibilidade de intervir nas instalações dos laboratórios sem interrupção da rotina laboratorial ou riscos de contaminação.
Sobre o novo LIGH
Parte do departamento de Genética da Federal do Paraná, o novo prédio permitirá a integração do Laboratório de Citogenética Humana e Oncogenética ao Laboratório de Imunogenética e Histocompatibilidade da UFPR – entidade que, há mais de 10 anos atua como unidade laboratorial credenciada pelo Sistema Único de Saúde – SUS, colaborando com o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) no atendimento à demanda da comunidade na realização de exames destinados aos transplantes. A nova estrutura apoiará também a integração e consolidação de outras áreas do Departamento de Genética da Universidade, como Genética Forense, Genômica e Bioinformática. Além disso, o edifício abrigará também o Memorial Newton Freire-Maia, um espaço reservado à divulgação da ciência, cultura e educação.

América Latina é 2º região que mais investe em energias renováveis

A força da América Latina.

A América Latina foi em 2010 a segunda região do mundo que mais investiu no setor das energias renováveis, com aumento de 39% com relação ao ano anterior, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas divulgado nesta quinta-feira (7).

O setor das energias renováveis recebeu em 2010 no mundo todo investimentos no valor de US$ 211 bilhões, 32% a mais que em 2009 e 540 % acima do valor de 2004.

Entre as nações em desenvolvimento, a China foi a que mais investiu em energias renováveis em 2010, com US$ 48,9 bilhões, 28% a mais que em 2009.
A América Latina foi a segunda região do mundo, já que aplicou US$ 13,1 bilhões, um aumento de 39% comparado ao ano anterior.


AMÉRICA LATINA
Na América Latina, o Brasil, o México, o Chile e a Argentina foram os líderes em investimentos de energias renováveis.
O Brasil foi o principal investidor da região, já que empregou US$ 7 bilhões. Porém, paradoxalmente o número foi 5% inferior ao de 2009.

O relatório assinala que a queda de 2010 - que apontou uma baixa contínua em 2009 de 44% - foi consequência da "consolidação do setor de biocombustíveis brasileiro que está em grande medida fragmentado".

No México, os investimentos aumentaram 348% em 2010, até chegar a US$ 2,32 bilhões, principalmente em energia eólica, mas também em geotérmica, devido à decisão das autoridades mexicanas de aumentar a capacidade das energias renováveis do atual 3,3% ao 7,5% para 2012.


No Chile, onde o objetivo é providenciar para que 10% da energia seja renovável até 2025, os investimentos totalizaram US$ 960 milhões, um aumento de 21% comparado a 2009.
Da mesma forma, a Argentina estabeleceu para 2016 que 8% do setor energético proceda de fontes renováveis o que significou em 2010 a multiplicação por sete até chegar a US$ 740 milhões.


Já no Peru, o governo fixou que 5% será proveniente de energias renováveis até 2013. No ano passado, os investimentos chegaram a US$ 480 milhões - mais que o dobro em 2009 - destinados principalmente a pequenas centrais hidroelétricas e a plantas de etanol e biomassa.


Na China, o aumento expressivo dos investimentos esteve dirigido pelo crescimento das fazendas eólicas, que abocanharam 78% da soma durante o ano e acrescentaram 17 GWh de potência ao país.


No final de 2010, a capacidade total das fazendas eólicas chinesas era de 42,5 GWh, a maior do mundo e dez vezes mais que a Dinamarca.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/940799-america-latina-e-2-regiao-que-mais-investe-em-energias-renovaveis.shtml

Austrália fixa imposto de US$ 23 por tonelada de emissão de CO2

Imposto sobre o CO2.


A primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, anunciou neste domingo um imposto de US$ 23 dólares por emissão de uma tonelada de dióxido de carbono a partir do dia 1º de julho de 2012.

Cerca de 500 empresas, consideradas as maiores poluentes da Austrália, terão que enfrentar este imposto proposto pelo Executivo, que já conseguiu os votos necessários para que seja aprovado pelo Parlamento australiano.
"Como nação precisamos pôr um preço ao carbono e criar um futuro com energias limpas", disse Julia em entrevista coletiva em Canberra.

Com esta medida se pretende "reduzir em 160 milhões de toneladas a emissão de gases poluentes até o ano de 2020.
"Isto equivale a tirar cerca de 45 milhões de carros das estradas", explicou Julia.

O imposto aumentará em 2,5% em termos reais até julho de 2015, quando entrar em vigor na Austrália um esquema de troca de emissões no qual o mercado regulará os preços.
O imposto não afetará ao combustível destinado para o consumo pessoal ou as pequenas empresas, mas o transporte pesado que usa diesel pagará o preço das emissões de dióxido de carbono a partir de 2014, transcorrida uma moratória de dois anos.

"O governo gastará cerca de US$ 9,884 bilhões nos próximos três anos provenientes dos fundos deste imposto para gerar "incentivos econômicos para os maiores poluentes para reduzir as emissões dos gases de efeitos estufa", disse Julia.

A primeira-ministra explicou que parte do dinheiro proveniente do imposto às emissões de dióxido de carbono será destinada à criação de emprego e a promover os investimentos em energias limpas, assim como em programas que contribuirão para diminuir a mudança climática.

Professora Amanda Gurgel se recusa a receber prêmio




A professora Amanda Gurgel, que ficou conhecida após fazer um discurso na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte a respeito da situação da educação no Estado – que resultou num vídeo acessado por mais de um milhão de internautas no YouTube – recusou, no sábado 2, receber um prêmio oferecido em sua homenagem pela associação Pensamento Nacional de Bases Empresariais.
A organização havia dedicado a ela o prêmio 2011 na categoria “educador de valor”. Em sua justificativa, a professora destacou que, “embora exista desde 1994, esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora”.
“Esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald’s, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva. A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades”, justificou.
Amanda Gurgel, que em seu discurso na Assembleia se queixou do salário que recebe como professora e da situação do sistema de ensino no País, disse que seus projetos são “diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE”, grupo mantido por empresários paulistas e, segundo ela, comprometida apenas com “a economia de mercado”, “à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista”.
Entre as reivindicações da professora, manifestadas em seu site pessoal, estão a valorização do trabalho docente e a elevação para 10% da destinação do Produto Interno Bruto para a educação.
“Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal”, escreveu ela, antes de dizer que não poderia aceitar o prêmio.

07 julho 2011

Cachorros de Palha [3]


Humanismo versus Naturalismo
Para Jacques Monod, um dos fundadores da biologia molecular, a vida é uma casualidade que não pode ser deduzida da natureza das coisas, mas que, uma vez surgida, evolui pela seleção natural de mutações randômicas. A espécie humana não é diferente de nenhuma outra quanto a ser uma jogada de sorte na loteria cósmica.
Para nós, essa é uma verdade difícil de aceitar. Como escreve Monod, "as sociedades liberais do Ocidente ainda demonstram uma concordância hipócrita a uma desagradável miscelânia de religiosidade judaico-cristã, progressismo cientificista, crença nos direitos "naturais" do homem e pragmatismo utilitarista, apresentando-os como uma base para a moralidade". O ser humano precisa deixar de lado esses erros e aceitar que sua existência é inteiramente acidental. Ele "tem de finalmente acordar de seu sonho milenar e descobrir sua total solidão, seu isolamento fundamental. Tem de compreender que, como um cigano, vive nas fronteiras de um mundo estranho; um mundo que é surdo à sua música e tão indiferente às suas esperanças quanto a seu sofrimento e a seus crimes".

Trecho de Cachorros de Palha, de John Gray. 

Cachorros de Palha [2]



Verdade e Consequências
apenas
pessoas atormentadas querem a verdade.
O homem é como outros animais, quer comida e sucesso e
mulheres,
não verdade. Apenas se a mente
Torturada por alguma tensão interior tiver se desesperado
da felicidade:
então ela odeia
sua jaula-vitalícia e continua a buscar.

A ciência nunca será usada prioritariamente para a busca da verdade ou para aprimorar a vida humana. Os usos do conhecimento serão sempre tão instáveis e corrompidos como o são os próprios humanos. Os humanos usam o que sabem para satisfazer suas necessidades mais urgentes - mesmo que o resultado seja a ruína. A história não é feita na luta pela autopreservação, como Hobbes imaginava ou queria acreditar. Em suas vidas diárias, os humanos lutam para computar lucros e perdas. Quando em tempos desesperados, agem para proteger a sua prole, vingar-se de inimigos ou simplesmente dar vazão a seus sentimentos.

Trecho do livro Cachorros de Palha, de John Gray.

05 julho 2011

Cachorros de Palha



Humanismo Verde
Como escreveram Margulis e Sagan, nós próprios somos artifícios tecnológicos inventados por antigas comunidades de bactérias como forma de sobrevivência genética: "Somos uma parte numa intrincada rede que vem desde a tomada original de Terra pelas bactérias. Nossos poderes e inteligência não pertencem especificamente a nós, mas a toda a vida." Pensar nossos corpos como naturais e nossas tecnologias como artificiais confere importância excessiva ao acidente de nossas origens. Se formos substituídos por máquinas, isso constituirá uma mudança evolutiva em nada diferente daquela em que bactérias se combinaram para criar nossos primeiros ancestrais.
O humanismo é uma doutrina de salvação - a crença de que a humanidade pode assumir a responsabilidade por seu destino. Entre os  verdes, isso se tornou o ideal de a humanidade transformar-se no sábio curador encarregado de cuidar dos recursos do planeta. Mas, para qualquer um cujas esperanças não estejam centradas em sua própria espécie, a noção de que a ação humana pode salvar os humanos ou o planeta tem que parecer absurda. Eles sabem que o resultado final não está em mãos humanas. Eles agem assim não pela crença em que podem ser bem-sucedidos, mas por um instinto antigo.


Trecho do livro Cachorros de palha, de John Gray.

23 junho 2011

Labscape

Labscape é um jogo do tipo puzzle, em que você tem que pensar em uma maneira de conseguir chegar até a saída do laboratório. Para dificultar, o cenário deve ser modificado por você mesmo, com as ferramentas dadas em cada mapa. 

Clique na imagem para jogar.

22 junho 2011

Por onde andei




Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo
As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança
Por onde andei?
Enquanto você me procurava
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...
Amor eu sinto a sua falta
E a falta
É a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama
Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me falta..
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Amor eu sinto a sua falta
E a falta
É a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama
Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me falta..
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava..

Brasileiro se preocupa menos com consumo consciente

Sem condições ou sem vontade?


Apesar de ter mais informações sobre os problemas ambientais, o número de brasileiros que mantêm hábitos conscientes de consumo é cada vez menor, segundo pesquisa feita pela Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro).
Para elaborar o levantamento foram feitas entrevistas com mil consumidores de 70 cidades, incluindo nove regiões metropolitanas. Entre elas, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Salvador.

De acordo com o levantamento, divulgado na segunda-feira, 57% dos entrevistados mantêm hábitos que levam em consideração a preservação do ambiente. Em 2007, quando a pesquisa foi realizada pela primeira vez, esse percentual era 65%.

A queda desse grupo refletiu desde a escolha de produtos ecologicamente corretos nas gôndolas dos mercados, a preocupação em verificar se os produtos adquiridos eram geneticamente modificados ou transgênicos, até a reciclagem do lixo e a preocupação em fechar a torneira ao escovar os dentes.

A pesquisa também mostrou queda no número de brasileiros preocupados com o desperdício, revelando que, enquanto em 2007, 76% dos entrevistados verificavam os armários e a geladeira antes de fazer compras, este ano 72% disseram manter essa prática.
Para o economista Christian Travassos, da Fecomércio-RJ, em alguns casos, o custo mais alto de produtos ecologicamente corretos inibe a adesão de parte dos consumidores ao grupo do consumo consciente.

"O órgão mais sensível do consumidor é o bolso e ele pondera, na hora do mercadinho, 'o orgânico é muito legal e ético, mas não tenho condições de comprar'. Não é uma questão estática porque o governo tem condições de incentivar o 'mais verde' e 'ecologicamente correto' via dedução de impostos e deduções fiscais", disse Travassos. "Muitos hábitos não envolvem custos", lembra ele, mas a boa vontade do consumidor, como a seleção de lixo dentro de casa e o reaproveitamento do óleo de cozinha.

SAÚDE NÃO PESA EM ESCOLHAS
A pesquisa mostrou ainda que os consumidores estão menos preocupados com a saúde.
De acordo com o levantamento, 25% dos entrevistados deste ano afirmaram que não verificam a data de validade do produto comprado (em 2007, eram 22%) e 72% disseram que checavam se a embalagem do produto estava danificada. A preocupação com a embalagem foi revelada por 78% dos entrevistados há quatro anos.

O resultado das entrevistas mostrou que entre as mulheres, os idosos e a classe A e B estão o maior número de pessoas conscientes em relação aos hábitos de consumo.
Os dados apontam, por exemplo, que 91% dos brasileiros de terceira idade fecham a torneira ao escovar os dentes (apenas 81% dos jovens cultivam este hábito). Em relação à prática de separar o lixo para reciclagem a relação é de 54% dos idosos contra 37% de jovens.

"Ao mesmo tempo, nossa leitura dos dados tem que considerar que cada vez mais jovens e crianças estão tendo contato com referenciais ecológicos e educação ambiental. Provavelmente, se hoje os idosos e as mulheres têm um cuidado maior com o ambiente, isso não significa que nós não tenhamos, no futuro breve, pessoas entre 24 e 30 anos com uma postura diferente. A grade curricular de muitas escolas aborda os temas e isso é uma tendência para os próximos anos ser confirmada", avaliou Travassos.

A pesquisa sobre consumo saudável vem sendo realizada anualmente, desde 2007, em 70 cidades brasileiras, pela Fecomércio-RJ e a empresa de pesquisa Ipsos.

Produção agrícola não depende de aumento de áreas cultiváveis

O convívio entre agricultura e meio ambiente é possível.


Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento preveem um crescimento de 23% na produção de alimentos (grãos) entre a safra 2010-2011 e 2020-2021 e um aumento de 9,5% da área plantada.

Os números apresentados nesta terça-feira pelo governo mostram que o crescimento da produção agrícola não depende do aumento das áreas agricultáveis --diferentemente do que defendiam os ruralistas, que argumentam que seria necessário modificar o Código Florestal para expandir a produção de alimentos.
Segundo o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, "não é preciso derrubar nenhuma árvore" para produzir mais grãos ou aumentar áreas de pastagem para pecuária de corte.

O ministério contabiliza a existência de 120 milhões de hectares "já antropizados" (desmatados) que podem ser recuperados para atividade agrícola ou para o ambiente.
De acordo com Rossi, a principal demanda pela mudança do Código Florestal é de "segurança jurídica", ou seja, em relação à cobrança de multas a quem desmatou irregularmente, prevista em lei, mas considerada inviável pelos produtores rurais que buscam anistia.

Segundo o ministro, o resultado da votação do novo Código Florestal na Câmara dos Deputados "acabou igualando quem fez tudo legalmente e quem fez de forma ilegal", o que desagradou a presidenta Dilma Rousseff.

Segundo ele, a presidente vai anunciar juntamente com o lançamento do Plano Safra 2011-2012, marcado para a próxima sexta-feira (17), em Ribeirão Preto (SP), a recuperação de pastagem para pecuária de corte e a recuperação de canaviais.

Foto mostra bebê macaco de nove dias aos cuidados da mãe

Um zoológico de Hanover, na Alemanha, divulgou a foto de uma mãe macaca cuidando do filhote de apenas nove dias.
A mãe é um langur-de-hanuman, da espécie Semnopitheaus entellus, nativa do sul da Ásia.

A macaca langur-de-hanuman é uma espécie nativa do sul da Ásia.

CNBB apoia abaixo-assinado contra texto do Código Florestal

CNBB em defesa do Código Florestal.


A exemplo da campanha da Ficha Limpa, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) vai incentivar um abaixo-assinado contra o atual texto do Código Florestal, que está em tramitação no Senado.

Os bispos criticam dois pontos da proposta: a mudança nas regras para as APPs (Áreas de Preservação Permanente) e a chamada anistia aos desmatamentos antigos.
"Anistiar é um problema. Não é possível que todo esse desmatamento seja esquecido", afirmou dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB e bispo prelado de São Félix do Araguaia (MT).

A lei da Ficha Limpa, sancionada em 2010, veta a candidatura de políticos condenados por um colegiado da Justiça (mais de um juiz). A regra foi resultado de iniciativa popular que obteve em um abaixo-assinado 1,6 milhão de assinaturas, a maior parte delas captada em paróquias de todo o país.

"Se não fosse a Igreja, a Ficha Limpa não teria tantas assinaturas. Gostaríamos de fazer um pouco de pressão agora", disse dom Steiner.
O secretário-geral da CNBB criticou o fato de a votação na Câmara dos Deputados ter sido influenciada pelo "jogo político".

Questionado sobre o motivo de o abaixo-assinado não ter sido organizado antes da votação do Código Florestal na Câmara, ele respondeu: "Não esperávamos que a Câmara tomasse a atitude que tomou."

MORTES NO CAMPO
A CNBB criticou ainda o governo pela falta de "medidas preventivas", que poderiam ter evitado as recentes mortes de líderes extrativistas na região Norte do país.
"O governo já tomou algumas medidas cabíveis, mas não pode agir somente quando acontecem esses fatos dolorosos", disse o cardeal Raymundo Damasceno, presidente da CNBB.